O secretário de relações institucionais do PV de Bauru, Clodoaldo Gazzetta, rebateu ontem as declarações do ex-vereador Primo Mangialardo (PV), que o acusou de pressionar o vereador Natalino Davi da Silva (PV) para votar na candidata Chiara Ranieri (DEM) à presidência da Câmara e não no Pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), eleito com nove votos.
Mangialardo fez duras críticas à Gazzetta e ao presidente da executiva municipal provisória do PV, Raul Gonçalves de Paula. Os dois dirigentes verdes entendem que Natalino desrespeitou as determinações partidárias ao votar no petebista. Natalino se elegeu vice-presidente da Câmara numa articulação da bancada de situação que possibilitou eleger o Pastor Luiz (PTB).
Gazzetta afirma em nota enviada ao JC que Mangialardo ao criticá-lo se alicerçou em “alucinações, achismos e calúnias”.
O secretário de relações institucionais foi candidato a prefeito na última eleição e não se elegeu. Foi o terceiro mais votado atrás de Rodrigo Agostinho (PMDB) e Caio Coube (PSDB).
O resultado da eleição da Câmara provocou um bate-boca público entre as principais lideranças do PV, após Chiara Ranieri não se eleger.
Magialardo acusa Gazzetta e Raul de Paula de tratar o PV como a “cozinha e churrasqueira deles”, porque não houve convocação da executiva para fechar questão no apoio ao DEM.
Gazzetta qualifica de linguajar “chulo, desproporcional e descabido” a declaração de Magialardo. “Só tenho a lamentar que o nobre ex-parlamentar não tenha aprendido em sua passagem pelo parlamento a civilidade e a ética necessária para conviver de forma respeitosa, mesmo com quem pensa diferente de suas concepções políticas”.
Sobre o episódio do ex-candidato a prefeito ter ido ao legislativo conversar com Natalino, ele disse que o presidente da comissão provisória foi quem pediu para ir à Câmara entender o “posicionamento político” do vereador do PV de não seguir o acordo firmado antes da sessão de posse.
“Não é do meu estilo ou conduta ética pressionar quem quer que seja, apenas relembrei ao vereador que existia um acordo, e naquela oportunidade não recebi qualquer justificativa para a mudança do voto”, afirmou o secretário de assuntos institucionais do PV bauruense.
Para Gazzetta, o acordo “político transparente” foi firmado com a anuência de Natalino, que garantiu o voto em Chiara, porém mudou de opinião posteriormente.
Mangialardo contesta a declaração de Raul de Paula de que houve uma determinação da Executiva para fechar questão no apoio ao DEM.
Gazzetta afirma sobre essa questão que o presidente da comissão provisória tem todas as prerrogativas legais e éticas de conduzir o projeto político na cidade. “Para os oportunistas de plantão, que aproveitaram os espaços para disseminar inverdades é necessário informar que a aplicação de decisões partidárias nada tem a ver com a convocação de convenções municipais”, disse o secretário de relações institucionais.
Ele lembra ainda que o mandato popular pertence ao PV conforme o artigo 3º do Termo de Ajuste de Conduta Política do PV assinado pelos candidatos a vereador que disputaram a última eleição municipal que tem como base a Resolulção 22.526/2007 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que estabeleceu a fidelidade partidária, prevendo a expulsão a quem não segue a determinação.
O mesmo documento tem o artigo seguinte que estabelece que o candidato se compromete, se eleito, a acatar toda e qualquer indicação que, no curso do exercício do seu mandato legislativo, venha a ser feita pela Executiva Municipal Provisória do Partido, por intermédio do seu Presidente.
Gazzetta vê no destempero verbal do ex-vereador o interesse de pleitear a legenda a candidato a deputado estadual em 2010, por isso estaria tentando destruí-lo.