Tribuna do Leitor

De estilinge a vidraça


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Neste novo ano, uma nova administração surge no Palácio das Cerejeiras, já aparentando uma grande disposição, em contraste com duas administrações seguidas de finais melancólicos e de pouquíssimas realizações, bem abaixo do anseio da população.

Esta nova surge com um secretariado jovem e como tal dispostos a imprimir novos rumos a esta administração do não menos jovem Rodrigo.

Apenas um velho hábito ainda permanece, o loteamento político de parte do secretariado abrigando principalmente candidatos a vereador rejeitados pelo voto popular e de pouca ou nenhuma adequação a suas pastas, incompatível em nosso entender com a eficácia necessária a este

Com todo respeito que merece pelo seu currículo, a ex-vereadora Majo não pode ser considerada uma escolha natural para a pasta da educação e menos ainda o candidato derrotado nas urnas, o sindicalista Cláudio, que tem em seu currículo a fama de “paralisador de obra” por sua atividade sindical, respaldado na legalidade da CLT paternalista e anacrônica.

No entanto, a Sear, ao contrário, necessita de um eficiente administrador, o chamado “tocador de obras”, com experiência que possibilite ação rápida e eficaz em todas as áreas da cidade.

Neste último caso, fica de qualquer forma interessante conferir o comportamento do estilinge se tornando vidraça e sendo alvo das críticas e manobras que outrora eram dirigidas por ele às empresas de construção, principalmente as de pequeno e médio porte.

Ao prefeito Rodrigo, em última análise o responsável por todas as escolhas, fica o alerta para acompanhar próximo não só estes, mas todos os secretários. Usando o critério da eficácia e não da política ou amizade.

Evitando que se instalem repúblicas sindicais ou de São Manuel, como se instalaram a da Barra no passado, e fazendo quando necessárias as correções de rumo, ou mesmo substituições rápidas, para que seu governo não seja comprometido e ele possa efetivamente realizar a retomada que Bauru deseja e merece.

Márcio M. Carvalho

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