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GNV dispara e supera preço do álcool

Folhapress
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Rio - O preço do Gás Natural Veicular (GNV) disparou no País em 2008, sob o impacto dos aumentos autorizados pela Petrobras ao longo do ano passado, na esteira da alta do petróleo. Segundo levantamento da ANP, a média do metro cúbico do combustível, em dezembro - até o dia 26 - foi de R$ 1,706, 25,4% acima dos R$ 1,360 observados durante todo o mês de dezembro do ano anterior.

Com isso, o GNV ficou mais caro que o álcool, na média nacional. Em dezembro de 2007, o álcool custava, em média, R$ 1,489; um ano depois, o litro era encontrado por R$ 1,512 médios nos postos, bem abaixo do metro cúbico do GNV (R$ 1,706).

Ao mesmo tempo, as vendas de GNV despencaram 5,2% em 2008, de acordo com estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Para 2009, a perspectiva é de preços mais estabilizados, com possibilidade de queda, uma vez que o preço do gás natural está atrelado à variação do barril do petróleo - que já caiu 67% desde o recorde de US$ 147 registrado em julho de 2008. “Assim como houve um aumento forte do gás em 2008, deverá ocorrer movimento inverso neste ano”, afirma o analista da Tendências Consultoria, Walter de Vitto. O especialista projeta preço médio de US$ 55 para o barril do petróleo em 2009.

Mesma tendência é apontada pelo chefe do Comitê do GNV do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Rosalino Fernandes. Ele aposta que o preço do GNV nas bombas deverá cair a partir do fim do primeiro semestre, justamente pela associação com o petróleo. Ele pondera que o câmbio mais elevado do que antes da crise poderá fazer pressão contrária à queda do petróleo no custo do gás.

O preço do GNV subiu no final de dezembro, em São Paulo, com o reajuste extraordinário do gás autorizado pelo governo. O GNV teve aumento liberado de 22,17%. Com isso, o preço médio do metro cúbico saltou de R$ 1,470, na semana de 14 a 20 de dezembro, para R$ 1,657 entre 21 e 27 de dezembro.

O reajuste paulista influenciou a média nacional, que nas mesmas duas semanas, foi de R$ 1,693 para R$ 1,759.

Fernandes reconhece que a alta do preço do GNV foi decisiva para a retração da demanda. Ela destaca, porém, que o número de conversões cresceu 5,5% em 2008.

Ainda que o GNV esteja mais caro do que o álcool, Fernandes argumenta que a utilização do primeiro é mais vantajosa. Segundo ele, o litro do álcool precisa custar 50% menos do que o metro cúbico do GNV para ser mais competitivo.

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