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Interino de Avaré assume, anuncia secretariado e ‘choque de gestão’


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Avaré - O prefeito de Avaré (120 quilômetros de Bauru), Rogélio Barchetti (PSDB), nomeou, a partir das 19h30 de anteontem, os quinze secretários que o acompanharão durante o governo. Barchetti era vice-prefeito e assumiu a prefeitura no último dia 1 de janeiro, em substituição ao prefeito Joselyr Silvestre (PSDB), que teve os direitos políticos cassados.

Os quinze secretários escolhidos por Rogélio são: Gilson Câmara (Cultura e Lazer), Vicente Schiavão (Saúde), Daullus Paixão (Esportes), Clóvis de Oliveira (Fazenda), Pedro Luchesi (Agricultura e Abastecimento), Marcelo Ortega (Comunicação), Mirthes Yara de Freitas Vieira (Meio Ambiente), Rosita Maria Correa Silvestre de Barros (Educação), Fátima Zanella (Bem-estar social), Nilson Calamita (Habitação), Sérgio Filgueiras (Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico), Paulo Décio de Souza (Planejamento e Obras), Pedro Luiz de Souza (Transporte e Sistema Viário), Leonardo Ripoli (Turismo) e João Batista (Administração).

O prefeito Rogélio Barchetti disse que pretende fazer um choque de gestão e uma reforma administrativa. “O governo terá uma parceria entre o Executivo e o Legislativo. Faremos um controle com uma planilha com os gastos com combustível de todos os veículos oficiais e fiscalizaremos os gastos realizados”, explica.

Rogélio aponta como uma das novidades da administração a aproximação com a população do município. A prefeitura terá, além do funcionamento normal durante a semana, os horários entre as 8h30 e 13h nos finais de semana para a população falar diretamente com o prefeito na sede da prefeitura. “Estaremos abrindo para as pessoas poderem reclamar e dizer o que precisa melhorar”, diz. “Faremos um pacto com a governabilidade para buscar recursos fora do Estado. Vamos priorizar o turismo, a saúde, a educação, o agronegócio e a promoção social”, conta.

Mandato

Rogélio Barchetti irá administrar a prefeitura até que a Justiça Eleitoral decida a situação do prefeito eleito em outubro, Joselyr Silvestre (PL), que obteve a maioria dos votos, mas não pôde assumir por estar com os direitos políticos cassados. Joselyr tentou assegurar a diplomação e tomar posse, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou recurso a ele.

Silvestre foi cassado em agosto de 2008 e tornou-se inelegível por três anos depois de suposta irregularidade em um processo de licitação. Apesar disso, ele obteve um recurso para disputar as últimas eleições e saiu vencedor com 64% dos votos. A apelação foi rejeitada pelo ministro Henrique Neves. Ele já tinha perdido um recurso no TRE-SP.

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