Polícia

Polícia ouve defesa dos universitários no caso bauruzinho

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O “bauruzinho” não teria sido arrancado do Vitória Régia pelos universitários acusados de furtá-lo, em setembro do ano passado. Símbolo da cidade, ele já estaria caído ao solo quando os quatro estudantes decidiram levá-lo para casa. A versão deve ser apresentada por uma testemunha de defesa arrolada no inquérito referente ao caso, ainda não relatado ao Fórum.

Para um leigo, a informação pode parecer pouco importante. No entanto, ela pode “derrubar” uma qualificadora do furto. A qualificadora é capaz de aumentar a pena por denotar alguma situação que torna o delito mais grave. Se cair, Paulo Octávio de Azevedo, Willian Massao Obata, Marcelo Henrique Furini e Rafael Rodrigues de Oliveira poderiam até responder por furto simples, embora tenham cometido o delito juntos (outra qualificadora).

Neste caso (sem agravante), a pena é de um a quatro anos. “Quem pega pena mínima, dá direito “sursis processual” (suspensão do processo), inclusive. Qualificado, não”, explica o delegado Ismael Cavalieri, do 3º Distrito Policial. De acordo com ele, que preside o inquérito, a sanção para furto qualificado é de dois a oito anos de reclusão. O delegado pediu à Justiça prorrogação de prazo para relatar o inquérito, justamente para ouvir tal testemunha, o que deve acontecer dentro de 15 dias.

A eventual estratégia adotada pela defesa dos universitários não foi comentada pelo advogado deles, Evandro Dias Joaquim. No entanto, ele admitiu que a defesa providenciará novas provas a serem levadas ao inquérito, antes de sua conclusão. A testemunha a ser ouvida também foi apresentada pela defesa, que posteriormente aguardará a conclusão do inquérito e a manifestação do Ministério Público. Enquanto isso, a administração municipal estuda o futuro do “bauruzinho”.

Na próxima semana, uma reunião entre o novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Antonio Mondelli Junior, o vereador Fernando Mantovani (PSDB) e a comissão formada por representantes dos envolvidos com a Festa do Sanduíche Bauru, decidirá quando, como e onde o obelisco será novamente instalado.

“O bauruzinho só será instalado se houver condições de segurança para que isso ocorra. Nós não vamos colocar o bauruzinho no Parque Vitória Régia para acontecer tudo de novo”, disse Mantovani, via assessoria de imprensa. Segundo ele, que é um dos idealizadores do bauruzinho, o obelisco ainda está em reforma num ateliê. A intenção é deixá-lo mais resistente para evitar que não seja furtado novamente.

A reportagem tentou contato com os universitários envolvidos no caso, mas eles preferiram o silêncio, conforme as orientação da defesa.

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