Espaços essenciais para a qualidade de vida nas cidades. É desta forma que Norma Regina Trumpel Constantino, professora do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Faac/Unesp) Bauru, define a existência das praças.
“São elementos estruturadores da paisagem urbana, vitais para o cidadão por circularem e realizarem (ou não) atividades de lazer”, explica. Por isso, diz, precisam oferecer adequação funcional, ou seja, atender às necessidades de seus usuários quanto ao mobiliário urbano e pisos, considerando a acessibilidade universal.
É necessário pensar também a adequação ambiental, para oferecer, por exemplo, sombreamento, ventilação e permeabilidade aos usuários. Por último, respeitar as características físicas naturais do lugar e realizar adequações estéticas, cujos padrões variam com o tempo. “Quanto mais facilmente a praça possa ser apropriada, maior será sua aceitação social e por mais tempo será mantida sua identidade”, assegura.
Nilson Ghirardello, professor do curso de arquitetura e vice-diretor da Faac, defende que esse espaços precisam ser pensados para atender um público diversificado. “Toda praça, seja ela em qualquer lugar da cidade, tem a ver com o seu entorno, item determinante para seu sucesso”, relata.
De acordo com Ghirardello, praças cercadas por outros ambientes que estimulem a circulação de pessoas têm chances maiores de resistir ao tempo e conquistar a preferência das pessoas do que as praças construídas no meio de nada ou perto de nada.
“Praças que conseguem atrair uma diversidade de público também atraem para si cuidados especiais”, explica. De acordo com o professor, que foi responsável pelo projeto da Praça da Paz, a instalação de playground, rampas esportivas e até do comércio ambulante garante público permanente.
Ghirardello explica que a função social desempenhada pelas praças no passado hoje é feita pelos shoppings, que oferecem todos os atrativos, como segurança, conforto e ambiente agradável, que antes eram encontrados nas praças públicas.