Bairros

Depredação afeta mobiliário de praças

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Basta andar pela cidade para perceber que as condições das praças públicas não são lá as melhores. A exceção são os locais administrados pela iniciativa privada, que garante pelo menos a manutenção básica por meio de limpeza, pintura e arborização. Fora isso, grande parte das praças da cidade está em verdadeiro estado de abandono. Até mesmo a recém-inaugurada Kasato Maru, localizada no Jardim Eugênia, não oferece condições para ser freqüentada pelas pessoas.

A praça, com aproximadamente 7.200 metros quadrados, ainda está em obras e mesmo assim foi inaugurada pelo ex-prefeito Tuga Angerami. De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves Silva, o local foi idealizado para possibilitar a realização de eventos, acessibilidade para portadores de necessidades especiais e atividades de recreação para crianças. “Todos os projetos de praças públicas a partir de agora terão de oferecer essas possibilidades”, opina.

Um dos últimos atos do atual prefeito Rodrigo Agostinho quando respondia pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) foi a entrega da praça na Vila Nova Esperança, no final de março de 2008. Localizada na rua Manoel Faria Inojosa, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil Integrada (Emeii) Caic, possui área de 2.424,99 metros quadrados (m2), recebeu serviços de aterramento para nivelação do piso, proteção com miniguias, preparação da base e concretagem de calçadas e passarelas.

“A nossa idéia é que todas praças que forem projetadas na cidade de agora em diante ofereçam todos esses benefícios para os usuários”, avisa o secretário.

Enquanto isso não se torna realidade, praças mais tradicionais, mesmo as que registram um grande número de freqüentadores, diariamente pedem socorro. É o caso da Praça Rui Barbosa, onde milhares de pessoas passam por ali todos dias. O local, que já foi considerado um cartão postal de Bauru, sofre com abandono e com deterioração do seu patrimônio.

Ao final de uma das principais vias da cidade, a avenida Duque de Caxias, está a Praça do Cruzeiro, em abandono total. Mato alto, lixo deixado pelos visitantes espalhado por todo lugar, bancos destruídos e a iluminação precária, o que a torna um chamariz para que pessoas mal intencionadas, como traficantes de drogas, freqüentem o local. Além de todos os problemas já relatados, o calçamento é deficiente e feito com asfalto, uma peculiaridade da maioria das praças bauruenses.

José Roberto Boldo lamenta as condições que a Praça do Cruzeiro se encontra. Morador das proximidades há mais 30 anos, ele conta que por diversas vezes a praça foi o local de diversão dele e dos colegas. “Agora é perigoso passar por aqui à noite. Não dá para abusar, a praça é escura e a gente não sabe o que vai ver no meio dela ou será surpreendido por alguém”, lamenta.

Já a Praça Doutor Luiz Zuiani, localizada entre as ruas voluntárias Pátria e Hermínio Pinto, no Jardim Higienópolis, também pede socorro urgente. Bancos quebrados e amontoados um sobre outros, lixo amontoado pelos canteiros e calçamento falho por muitos trechos impedem que as pessoas transitem por ali, tanto que os trilhos pelos gramados mal tratado já começam a aparecer.

Comentários

Comentários