Tribuna do Leitor

Que bela área para ser aproveitada para o bem de Bauru


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Tenho o hábito de caminhar pela avenida Getúlio Vargas e de preferência sozinho, pois ligo meu Ipod e vou curtindo minhas músicas preferidas. Aproveito para refletir sobre minhas ações e, não ocasionalmente, acabo construindo algum artigo, na condição de amador das escritas.

Quando o que escrevo é aproveitado por algum jornal ou revista, tanto melhor, porque isso passa a representar para mim a aprovação do conteúdo e sua forma de apresentação. Dia desses, caminhando e olhando para aquele alambrado, com gramado alto e quase mato em sua parte interior, foquei no tema e passei a procurar uma idéia de forma prática, útil, justa e interessante para nossa cidade quanto sua utilização.

De pronto conclui que por caminhos judiciais até que chegaremos a um resultado, mas não estarei vivo para ver o veredito, levando em consideração a morosidade e a condição legal da área, que envolve uma série de implicações que não me compete aqui comentar. Ocorreu-me um acordo amigável, que fosse interessante para a municipalidade e também interessante para o Aeroclube, que de forma alguma pode perder a área e em especial a pista, pela qual decolam e pousam os nossos famosos planadores e aviões de treinamento de pilotos e comissários de bordo, assim como de mecânicos aeronáuticos, etc.

Mas, para termos uma solução, temos que pensar grande e ao mesmo tempo de forma coerente e respeitosa.

Imaginei um projeto feito pela Assenag, envolvendo toda a área de frente para a Getúlio, contemplando um espaço para o Museu Pelé, outro para o Museu do Aeroclube, outro para o Museu do Sanduíche Bauru e outras sendo comercializadas, com o resultado do apurado com as vendas indo para os cofres da municipalidade e uma boa parte para nossa importante escola de pilotos e outros profissionais da aviação. Com esse recurso poderíamos transformar o que está denominado como Aeroclube (o nome atrapalha), numa das mais completas escolas de profissionais da aeronáutica do País. Seguiríamos com nossa importante vocação e realizaríamos os sonhos relativos aos nossos museus. Em lugar do mato, espaços com paisagismo, algumas áreas comerciais previamente estudadas e estipuladas, visando um mix em conformidade com nossa vocação comercial e de turismo.

Sonhei e fiquei contente com resultado desse sonho. Porém, a única coisa que posso fazer com ele (o sonho) é descrevê-lo e divulgá-lo de qualquer forma, com outro sonho, o de ver nossas autoridades pensando a respeito e, quem sabe, conduzindo ações no sentido do sonho sonhado. Apenas uma condição, que nossas autoridade e a diretoria do Aeroclube o façam com o seguinte espírito: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Renato Cardoso

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