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Piscina sem gafes garante uma visita mais agradável

Renato Cirino
| Tempo de leitura: 4 min

Quem nunca foi convidado para uma reunião à beira de uma piscina para apreciar aquele churrasco? Mas são nesses simples eventos que inúmeras gafes são cometidas, podendo até ser confundidas com falta de educação. Se você não deseja cometer deslizes naquele encontro com a família ou amigos, há várias dicas para que isso não prejudique sua imagem.

Segundo a educadora e consultora de etiqueta social e profissional Glorinha Braga Ortolan, os princípios de comportamento são os mesmos para todas as situações e lugares. Em casa, no clube, na praça ou na casa de amigos, uma pessoa educada tem comportamento adequado em qualquer lugar.

“Um convite para encontro na casa do amigo onde existe piscina, nesta época de muito calor, é um ótimo programa, porém para que a pessoa continue sendo convidada, com prazer, certos detalhes devem ser observados”, diz. Ela revela, por exemplo, que os convidados nunca devem chegar vestindo maiô, a não ser que o anfitrião tenha mencionado esse detalhe.

Luciana Costa mora em casa com piscina há 11 anos. Ela revela que, no início, seu marido, Jorge Costa, não gostava de muita gente em sua residência. “Agora ele pergunta se não vai vir ninguém até nossa casa”, comenta.

Ela conta que nunca teve problemas nas reuniões com os amigos. “Os casais que vão em casa são respeitadores. Temos amizade como se fosse uma família”, diz.

Luciana comenta, ainda, que para não ocorrer problema nas reuniões de amigos e familiares em torno da piscina e churrasqueira, o fundamental é que o dono da casa não se sinta explorado. “Cada um tem que trazer o que vai comer e beber”, diz.

Na mesma linha segue a educadora Glorinha, que indica para os convidados perguntar o que devem levar ou cooperarem monetariamente. “Mesmo que a resposta seja negativa, a visita deve levar algum prato com aperitivo ou doce”, diz.

Luciana cita que, no começo, alguns de seus convidados não traziam o que consumiam. “Não fizemos a opção, mas as pessoas que não colaboravam foram se afastando”, lembra.

Mãe de Camila, 15 anos, e Lucas Costa, 9 anos, Luciana aproveita as férias dos filhos convidando os amigos de escola para encontros em sua piscina. “Toda sexta-feira as mães e os amigos de meus filhos fazem reuniões aqui em casa”.

Para Glorinha, um simples encontro com crianças em uma piscina deve ser cercado de cuidados. “Os pais têm por obrigação cuidar dos seus filhos, pois uma piscina sempre oferece perigo”, afirma.

No entanto, não somente os convidados cometem deslizes. Os anfitriões também podem ‘escorregar’. Uma das gafes que o proprietário da casa pode cometer é a de aparecer muito bem trajado. “Ele pode constranger os convidados se aparecer como se fosse numa festa”, diz Glorinha. A dona da casa deve se vestir, de preferência, com um maiô coberto por uma canga.

Os anfitriões também devem estar preparados para receber os convidados, não permitindo que fiquem trabalhando, lavando pratos e copos. “Porém, não custa ajudar a servir e retirar os pratos usados”, revela a educadora.

Já Luciana diz que convida para seus encontros apenas os amigos. “Para trazer em casa, as pessoas devem ser mais do que simples colegas.” Ela conta que abre as portas de sua casa por pelo menos uma vez por mês para cerca de 20 pessoas.

Alguns comportamentos nessas ocasiões, apesar de simples, podem ser mal interpretados. Glorinha salienta que o convidado não deve ser espaçoso, como ficar sentado na escadinha da piscina todo o tempo. Os objetos pessoais, como pente, xampu e toalha, devem ser levados por cada um. A liberdade desses encontros não pode ser excedida. Abrir a porta da geladeira ou andar pela casa podem constranger o anfitrião.

“Evite também se instalar ao lado da churrasqueira ou da mesa com os alimentos e comer sem parar. A pessoa foi convidada para um encontro e não para um almoço. Coma somente aquilo que está sendo servido”, cita Glorinha.

Outra dica importante é a de que as mulheres, ao sair da piscina, devem colocar uma canga para não ficar desfilando de maiô, pois a pessoa está em uma residência. Se o encontro for profissional, as mulheres devem usar maiô inteiro e rasteirinha, e os homens devem usar bermudas.

A educadora em etiqueta aponta que ‘não pega bem’ ser o último a ir embora. “Quando as pessoas começam a se retirar, é melhor ir também.” Por fim, Glorinha deixa uma dica para a visita. “Pessoas educadas são convidadas por prazer. O mal-educado é convidado por obrigação”, ensina.

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