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Líderes de bairros buscam modelo para associações

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

As discussões dominantes nas reuniões preparatórias ao 2º Congresso da Federação da União das Associações de Moradores de Bauru e região do Centro Oeste (Fuam), que será realizado no próximo dia 8, apontam que os líderes comunitários estão em busca de um novo modelo para as associações de bairro. Durante as reuniões feitas nos últimos 18 meses, os líderes levantaram os problemas que enfrentam diariamente e estabeleceram 12 temas que serão discutidos no congresso. Entre eles estão a necessidade de resgatar a história de cada um dos bairros, de instalar biodigestor para aproveitar o lixo para produção de energia e até a manutenção de creches comunitária.

Na reunião de ontem, a última da série, mais de 30 líderes comunitários discutiram como adequar os estatutos das associações de moradores ao Código Civil, revisto em 2002. Há propostas, como a apresentada por Ireni Mendes de Souza Santos, membro da Fuam, que aposta que as associações de moradores podem alavancar geração de renda.

“É muito freqüente chegar nos bairros e ver que os moradores não conhecem a história do local onde moram, não sabem como teve início o local, o que tem de interessante para quem vem de fora. Nosso objetivo é resgatar a história desses bairros e desenvolver projetos coletivos visando a geração de renda. Ouvimos coisas maravilhosas nos locais, existem artesãos com trabalhos muito bons guardados por falta de oportunidade e queremos dar respaldo para essas pessoas. Trabalhamos para que a idéia seja colocada em prática”, acrescenta.

Para a líder de bairro representante dos núcleos Beija-Flor/Mary Dota, Selma de Fátima Cosmo Celestino, a expectativa é que os temas sejam colocados em prática após o congresso. Há três anos, a associação de moradores mantém uma creche comunitária, que atende 35 crianças entre 4 meses e 6 anos, com doações de R$ 1,00 dos moradores e a contribuição de R$ 25,00 dos pais das crianças matriculadas. “Agora estamos formando uma biblioteca comunitária, mas faltam recursos. Temos bastante livros, mas faltam estantes, por exemplo. Quero aprender para colocar em prática o novo formato das associações”, explica.

Fernando Redondo, líder comunitário do Parque União (bairro que teve a primeira associação de moradores da cidade, em 1969), acredita que a iniciativa é uma forma de resgatar o trabalho realizado nas décadas de 70 e 80, em que as lideranças comunitárias tinham como foco a coletividade.

De acordo com presidente da Fuam, Jesus Adriano dos Santos, o encontro visa discutir a reorganização do desenvolvimento popular por meio das associações de moradores. As pessoas interessadas em participar podem obter mais informações pelo telefone (14) 3019-0349 ou pelo e-mail fuam_12@hotmail.com.

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