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Para comerciantes, movimento é bom

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Há 25 anos com um estabelecimento na avenida Castelo Branco, o microempresário Iochio Tadano conta que presenciou a transformação da via. “No começo, a Castelo era residencial. Hoje, tem muito mais comércio do que casa”, recorda-se. Atualmente, boa parte da avenida se destina ao comércio, principalmente com empresa de venda e manutenção de veículos, como a dele.

Para Tadano, o movimento intenso de veículos, que chega a congestionar a avenida, não é problema. “O fluxo grande, para mim, é bom. Comercialmente falando, é uma excelente avenida. Agora, para pedestres e moradores do bairro, ela é extremamente perigosa”, avalia.

Tadano mora nas proximidades da via desde que nasceu, há 49 anos, e tem um carinho especial pela Castelo Branco. “Mesmo complicada, eu adoro essa avenida. Ela tem um grande romantismo, um sentimento saudosista para gente”, conta. Ainda assim, ele contabiliza os problemas que precisam ser resolvidos. “Acidentes por aqui são quase diariamente. Outra coisa que é falha é o dimensionamento para os pontos de ônibus. Quando um deles pára para pegar passageiros, interrompe o movimento da avenida”, diz.

Tokyo Hamada, proprietário de uma lanchonete na avenida, lembra quando começou a trabalhar com comércio na via. “O movimento de carros era bem menor, mas para nós já era muito bom. Quando começamos, a maioria das lojas não ficava aqui. Elas estavam na rua Felicíssimo Antônio Pereira e, com o passar dos anos, foram se mudando para cá”, recorda-se.

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