É grande, em todo o mundo, a expectativa pelo governo do primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos da América. Não pensem os otimistas que muita coisa vai mudar porque o novo presidente é um negro. O sistema presidencial dos EUA é muito sólido e a vontade pessoal do presidente tem muito pouco a ver com o desejo e as aspirações dos norte-americanos. Num primeiro momento o sr. Obama vai tentar equacionar o desbaratamento da economia daquele país, que se encontra vulnerável por negligência dos próprios americanos. Na verdade, eles continuam ricos e poderosos. A política externa em pouco vai mudar. O presidente que mais inovou naquela potência mundial foi o ex-presidente John Kennedy. Encarou a poderosa União Soviética, quase provocando um conflito nuclear com sério perigo para o planeta. Foi um dos precursores da integração racial entre brancos e pretos. Dizem que era um homem valente e determinado. Pagou com a vida essa valentia numa conspiração “made in USA”. O ex-presidente George Bush detém os menores índices de simpatia em seu próprio país, mas quem olhar bem para o sr. Bush verifica logo que é um cara antipático, de poucos amigos e que gosta de ser assim. Foi duro com os terroristas internacionais que atentaram contra aquela nação, em 11 de setembro de 2001, na maior ação sanguinária terrorista de todos os tempos. Imprensou os principais terroristas mundiais em torno de operações bélicas no Iraque e Afeganistão. O sr. Obama em pouco ou nada vai mexer nesse vespeiro, assim como nos conflitos no Oriente Médio entre judeus e palestinos, até que a poeira baixe. É assim que a coisa funciona naquele país.
José Batista Pinheiro