Tribuna do Leitor

A ignorância ao cuidar da depressão


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Por preconceito, não é oferecido nos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) um melhor tratamento e mais eficaz da doença mental.

No Hospital das Clínicas da USP, mantido pelo governo de São Paulo, os especialistas têm conseguido implantar um atendimento diferente tanto nos manicômios como nos hospitais gerais do SUS.

Pacientes graves contam com um dos recursos mais estigmatizados pela luta antimanicomial: o eletrochoque, o ECT. Hoje é aplicado com anestesia e tem como efeito colateral eventuais lapsos de memória.

O ECT é aplicado quando há alto risco de suicídio, ou o paciente está em estágio agudo de depressão, e se tem uma resposta mais rápida e melhor, abreviando o sofrimento e o custo.

Psiquiatras reclamam que o ECT não é adotado na rede pública por causa do custo - de R$ 600,00 a aplicação. O ECT é necessário, mas não é disponibilizado na rede porque há um vínculo grande com a história, a tortura. Não é pelo preço.

Acabar com hospitais psiquiátricos, e não ter leitos psiquiátricos em hospitais gerais, não ter plantonistas, não significa que acabaram com a doença mental.

Donzilio Quaggio - RG 13.340.466

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