Virada a página da derrota frente ao Santos, o Noroeste já se organiza para enfrentar o Guaratinguetá, quinta à noite, também no Alfredo de Castilho. Pressionada após dois revezes consecutivos, a equipe se encontra na 18ª posição da tabela, o que torna ainda mais necessária a primeira vitória na competição.
Para a missão de conquistar os primeiros três pontos, o técnico Ruy Scarpino poderá contar com novidades, seja entre nomes que já figuravam no elenco, mas não eram escalados por falta de condicionamento ou até mesmo com a chegada de mais um reforço, sondado para integrar o meio campo.
Entre os “reforços da casa” está o trio Valdiran, Marinho e Careca. Os atacantes, atesta o preparador físico Ademir Afonso, poderiam estar à disposição do treinador para a próxima partida. Por outro lado, a comissão técnica também estuda liberações, a fim de enxugar o elenco, em vistas de ocorrer nos próximos dias, procedimento que estaria na pauta de uma reunião, possivelmente realizada hoje, com diretoria.
Sobre o provável reforço, Scarpino revela que a diretoria mantém diálogos constantes com o atleta, que, de acordo com o treinador, que opta por manter o mistério quanto ao nome do jogador, é experiente e bastante conhecido no futebol paulista. “Há uma situação de conversa em andamento. É um jogador experiente, que disputou o último Campeonato Brasileiro”, detalha. “Vamos ver o quanto a negociação evolui”, aguarda o técnico.
Com relação aos atletas prestes a ganhar condicionamento para estarem ao dispor do treinador, Scarpino confirma a possibilidade de inscrevê-los para o compromisso diante do Guaratinguetá, entre os suplentes. “Para o jogo é bem provável que a gente mude uma ou duas peças, mas na questão de banco”, especifica. “Para a equipe titular, a gente ainda vai analisar”, pondera o treinador, que acena com a possibilidade de relacionar os atacantes em processo de recondicionamento físico.
Pressão
Após as atividades de ontem no complexo Alfredo de Castilho, onde o time que atuou contra o Santos fez apenas musculação, com movimentação no gramado com o restante do elenco, durante a tarde, o técnico Ruy Scarpino, em entrevista ao JC, admitiu que o grupo tem a obrigação de vencer o jogo de quinta-feira.
“Tivemos uma estréia fora de casa, onde perdemos, o que de repente seria até normal. Em casa, perdemos para uma equipe grande, o que, supostamente, também seria normal”, ressalva. “Mas, como tivemos a chance de ter vencido esse jogo (contra o Santos) e não somamos nenhum ponto, passa a ser, agora uma obrigação vencer os dois jogos que temos dentro de casa”, considera.
Apito
Lance mais polêmico do jogo, o pênalti que originou a virada santista, cometido pelo volante João Marcos, ainda era assunto pelos lados do Alfredo de Castilho, após os trabalhos de ontem.
O volante assegura que não teve a intenção de desviar a bola com a mão dentro da área. “Não tive nenhuma intenção de colocar a mão na bola. Acredito que ele (o árbitro José Henrique de Carvalho), ao ver o lance na TV, tenho certeza, sabe que errou”, desabafa o jogador, que justifica a “bola na mão” por tentativa de defender o rosto.
Se, por um lado, João Marcos se diz tranqüilo, por outro, três atletas noroestinos devem ficar atentos com cartões amarelos, já que estão “pendurados”: Júlio Terceiro, Anderson Marques e Luciano Bebê correm o risco de desfalcar o Noroeste, no final de semana, contra a Portuguesa, caso sejam novamente advertidos contra o Guaratinguetá.
‘Gás’
A queda no ritmo noroestino no segundo da partida contra o Santos, garante o preparador físico Ademir Afonso, não ocorreu por falta de condicionamento. “Conversei com os jogadores após o jogo e todos garantiram terminaram inteiros, sem problemas”, comenta, ressalvando apenas que o meia Luciano Bebê, substituído no segundo tempo, chegou a sentir certo cansaço.
O preparador tem essa avaliação compartilhada pelo técnico Ruy Scarpino, que, entretanto, ressalta que determinados jogadores sentem mais o desgaste no decorrer dos 90 minutos. “Eu acho que a equipe se portou bem. A questão maior é que um ou outro jogador ainda sente mais o ritmo do jogo e do próprio trabalho”, argumenta.