Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ameaçou ontem dar uma “resposta desproporcional” ao contínuo lançamento de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas.
Desde a entrada em vigor de uma trégua, em 18 de janeiro, depois de 22 dias de ofensiva israelense em Gaza, têm ocorrido disparos esporádicos de foguetes por militantes palestinos contra comunidades no Sul de Israel e vários ataques aéreos israelenses no território.
Pelo menos dois foguetes atingiram o Sul de Israel ontem, sem ferir ninguém nem causar danos. Uma ramificação das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo ataque. O grupo é integrante da facção Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
“Desde o início a posição do governo é que, se houver disparos contra os moradores do Sul, haverá uma dura resposta de Israel, que será desproporcional”, disse Olmert na reunião semanal de gabinete, depois do último disparo de foguete.
“Vamos agir de acordo com novas regras que garantirão que não iremos ser arrastados para uma guerra de incessantes disparos na fronteira sul, o que iria impedir que os moradores do sul tenham uma vida normal”, acrescentou, sem entrar em detalhes.
Israel foi criticado pela morte de mais de 1.300 palestinos durante a guerra, incluindo pelo menos 700 civis, segundo balanço do Ministério da Saúde do governo do Hamas, a quem o governo de Israel atribui a responsabilidade pelas mortes de civis em Gaza, por operarem dentro de cidades e campos de refugiados.