Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Garra Argentina

Após vencer espanhol Tommy Robredo em Acapulco (Mex.), encerrando a série de 12 vitórias seguidas do espanhol, o argentino José Acasuso (atual 43 do mundo), ainda no calor da vitória, elogiou o desempenho de seus compatriotas no circuito mundial. Em tom de desabafo, disse que as dificuldades enfrentadas pelo povo argentino tornam seus jogadores ainda mais fortes. “Somos um país de quarto mundo, nem terceiro chegamos a ser ainda”, comentou o argentino em relação à situação econômica de seu país. Porém, ele vê o lado bom da história para o tênis. “Não temos uma vida fácil e por isso procuramos aproveitar o máximo a cada minuto”, afirmou ele. “Nossos jogadores triunfam graças à fome e ao esforço de suas famílias.” Argentina conta hoje com 11 jogadores entre os 100 melhores do mundo. Há poucos dias, dois estavam entre os dez primeiros (Nalbandián e Del Potro).

Enquanto isso no Brasil...

No circuito profissional, o Brasil conta hoje com dois jogadores entre os 100 primeiros, mas beirando a 100ª posição. Se olharmos nas categorias infanto-juvenis, nossos tenistas estão no mesmo nível dos juvenis de países considerados potência em tênis. Sendo assim, então o que falta para que se tornem bons profissionais? Não a todos, mas para a maioria: dedicação total, persistência e vontade de trabalhar, pois até então (juvenil), os resultados, na maioria das vezes, foram fruto de seus talentos. Para se tornarem profissionais é preciso mais do que apenas talento. É preciso que deixem de lado por um tempo algumas coisas da vida como: mulheres, baladas e bebidas (principalmente), coisas que muitos não abrem mão, mas pagam o preço por isso (não chegam a lugar nenhum). Outros, sem terem um grande talento acabam se tornando ótimos jogadores, devido à dedicação e disciplina, como é o caso de Fernando Meligeni. Agora quando existe o talento, aliado a total dedicação e orientação de pessoas com competência, pode até acontecer um fenômeno como Gustavo Kuerten.

McEnroe no Brasil

Entre os dias 12 e 15 de março, John MacEnroe (EUA) estará no Rio de Janeiro, onde disputará uma etapa de um circuito mundial “Outback Champions”, envolvendo ex-campeões. Além de McEnroe, outros lendários nomes do tênis internacional como Jim Courier (EUA), Goran Ivanisevic (CRO), Pat Cash (AUS), também jogarão na etapa brasileira batizada como “Rio Champions”, e será disputada em quadra especialmente montada na HSBC Arena. Os brasileiros Jaime Oncins e Fernando Meligeni também estão confirmados na competição, assim como o sueco Mikael Pernfors, finalista de Roland Garros, e o norte-americano Jimmy Arias. Os oitos jogadores do “Rio Champions” estarão divididos em dois grupos para disputa do round-robin (todos contra todos dentro de suas chaves). Este formato garante ao público a oportunidade de ver os jogadores várias vezes em ação. Os líderes de cada grupo disputam o título no domingo dia 15.

Portões fechados

O confronto entre Suécia e Israel, pela primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis a ser disputado nesse próximo final de semana em Malmo (Suécia), deverá ser realizado com portões fechados. Apenas jogadores, técnicos, patrocinadores e alguns jornalistas poderão estar na quadra durante os jogos. A polêmica decisão de se jogar com portões fechados foi anunciado há duas semanas sob a justificativa de que não seria possível disponibilizar segurança necessária à torcida, uma vez que muitos protestos contra Israel estão previstos. Caso realmente Suécia e Israel joguem sem público, será a segunda vez na história que isso acontece em um confronto de Copa Davis. A primeira foi em 1975 e o jogo também era na Suécia, sendo Chile o adversário. Motivo: protestos contra o golpe militar de Augusto Pinochet no Chile, dois anos antes.

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Dica

Tenistas iniciantes (por falta de prática) e até mesmo alguns jogadores profissionais (por nervosismo) têm dificuldade com o lançamento da bola no saque (toss). O resultado dessa deficiência é um saque sem força e direção. Em fato, o único conselho aos iniciantes seria óbvio: “Pratique o lançamento da bola a um determinado alvo”. Mas como se deve agir? Procure levantar a bola na altura e alvo que deseja obedecendo algumas pequenas regras: 1 - O braço lançador (já estendido) levanta a bola e somente deve soltá-la quando estiver completamente no alto. 2 - Os dedos, pulso e cotovelos não devem se mexer. Já os profissionais: Devem trabalhar o lado emocional.

Curiosidade

Durante a seletiva para a definição dos tenistas britânicos que irão se juntar a Andy Murray na formação do time que enfrentará a Ucrânia pela Copa Davis nesse próximo final de semana, os tenistas Cris Eaton e James Ward fizeram uma partida de 6h40. Cris saiu vencedor por 6/3, 6/2, 6/7, 2/6 e 21/19. Murray, atual número 4 do mundo e primeiro do time britânico, aprovou a seletiva e disse que os garotos precisam se acostumar com partidas longas, uma vez que os jogos de Copa Davis ocorrem em melhor-de-cinco sets. A partida da seletiva britânica não pode ser considerada como recorde, por não se tratar de um jogo oficial. Portanto, o jogo mais longo da história continua sendo o que envolveu os franceses Fabrice Santoro e Arnould Clemant em Roland Garros de 2004, com 6h33 de duração.

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