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Mulher mora por 18 dias em aeroporto em Salvador

Folhapress
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Salvador - Deportada da Espanha, sem dinheiro para a passagem e com poucas peças de roupa dentro de um saco de lixo, Cássia - uma dona-de-casa de 32 anos - morou, por 18 dias, no aeroporto internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador (BA). Ela sobreviveu da solidariedade dos funcionários.

Ontem à tarde, comovidos com o drama da mulher, funcionários do aeroporto fizeram uma “vaquinha” e compraram uma passagem para ela ir até Goiânia. De lá, seguirá hoje, de ônibus, para a sua cidade, Palmeirópolis (458 km de Palmas) - custo também arcado pelos “amigos”.

Cássia disse que deixou a cidade natal há quase três anos para trabalhar como empregada doméstica em Madri. “Comecei a trabalhar logo que cheguei e, todo mês, mandava 100 euros para a minha família.” No começo deste ano, porém, o setor de imigração descobriu que ela estava clandestinamente no país. “Não tive tempo para nada. Fui deportada para Salvador, cidade que não conhecia.”

A Infraero informou que a dona-de-casa não foi “despejada” do aeroporto porque não representou perigo. Além disso, segundo a Infraero, ela ficou em área pública, sem causar transtorno.

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