Polícia

Polícia Civil esclarece homicídio

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru anunciou ontem o esclarecimento de um assassinato ocorrido no dia 16 de dezembro, no bairro Águas Virtuosas. Os irmãos Anderson Vieira dos Santos, 28 anos, e Marco Antônio Vieira dos Santos, 35 anos confessaram na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) ter matado Valdemir Gonçalves de Godoy, 37 anos. Ele levou cerca de dez facadas e foi encontrado caído na quadra 5 da rua Roberto Mesquiati, em um bar onde teria brigado com os irmãos.

De acordo com o delegado titular da unidade especializada, Milton Bassoto Júnior, os dois foram descobertos a partir de uma ligação recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) momentos antes do crime. Uma mulher chamada Fátima telefonou ao número de emergência informando que seu filho teria saído de casa com uma faca alegando que iria matar alguém.

“As investigações da equipe de homicídios da DIG partiram dessa informação. Ela ligou falando que o filho iria matar alguém, então procuramos os rapazes para traze-los à delegacia”, informa Bassoto. De acordo com o delegado, após o homicídio os irmãos deixaram a casa, passando um período escondidos.

Eles foram identificados pela polícia e ontem compareceram à DIG acompanhados de um advogado. Eles afirmaram ao delegado que naquela noite, Marco Antônio, motorista desempregado, foi até o bar comprar cigarros. Ele teria se envolvido numa briga com Godoy, com quem já tinha desavenças.

Os dois passaram a trocar agressões e Marco Antônio conseguiu tomar a faca que estava com a vítima. Ele teria golpeado Godoy algumas vezes, mas não teria conseguido se desvencilhar. Ele contou ao delegado que a vítima começou a sufocá-lo. A sua cunhada teria visto a briga e chamou Anderson, que trabalha como forneiro. Ele saiu levando uma faca de casa e desferiu mais alguns golpes em Godoy para que ele soltasse Marco Antônio.

De acordo com Bassoto, o inquérito será finalizado pelo delegado Ricardo Dias da Silva, que poderá solicitar mais algumas diligências, como a reconstituição do crime, e em seguida, encaminhará o processo à Justiça. Os irmãos foram ouvidos e liberados, já que de acordo com Bassoto, por terem se apresentado à polícia, não possuírem antecedentes criminais e não terem sido presos em flagrante, o pedido de prisão temporária não se aplicaria.

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