Procurada por professores que buscam uma vaga temporária na rede estadual de ensino neste ano, a Apeoesp está questionando se há ou não erro na lista de classificação dos profissionais que fizeram a prova e que foi divulgada no sábado passado. Alguns professores que fizeram a prova seletiva argumentam que a nota que receberam não corresponde com o desempenho que tiveram, segundo anotaram no gabarito. Outros docentes que afirmam ter feito a prova aparecem na lista como ausentes ou com nota zero.
Como a atribuição de aulas começa nesta quinta-feira, a Apeoesp tem sido procurada por estes professores que argumentam erros na lista, explica a diretora estadual do sindicato, Suzi da Silva. E o sindicato está sem respostas para dar aos professores.
A Apeoesp ressaltou que procurou a Secretaria do Estado de Educação para esclarecer os questionamentos da categoria, mas não teria recebido retorno. “Tem professor procurando a Apeoesp porque não consegue achar sua classificação na lista divulgada pelo governo do Estado”, diz. Para Maria José de Oliveira, presidente regional do Sindicato dos Diretores e Especialistas do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), fica inviável a atribuição na quinta se os nomes dos classificados ainda não estão em ordem correta.
Além disso, ela discorda da forma de seleção dos professores temporários com base apenas na prova. “Deveria ser como antes, onde a atribuição era feita de acordo com o tempo de magistério”, defende.
Outro lado
Ao JC, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado informou que os professores que acusam erros na avaliação e que os envelopes com as provas teriam sido abertos antes do início da prova não apontam quais são os erros nem os locais de prova onde houve o problema com os envelopes.
A assessoria se colocou à disposição para responder cada reclamação, desde que hajam provas. A secretaria se prontificou a revisar a classificação e o gabarito de todos os professores que se sentem lesados, desde que os nomes sejam apresentados.
A dirigente regional de Ensino de Bauru, Vera Nilce Gomes de Sá, afirma que a diretoria está à disposição dos professores para todos os assuntos, principalmente dos que se sentem prejudicados com a prova. “Os professores precisam entender que a avaliação foi uma oportunidade para eles conhecerem o novo currículo escolar e grande parte teve bom desempenho”, explica.