Tribuna do Leitor

Animais perdidos


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Na maioria dos casos onde há a “perda” de um animal de estimação (cachorro), é porque ele fugiu, ou seja, escapou de alguma forma. Não devemos subestimar sua inteligência: se ele “gostar da rua” e estiver “acostumado a sair sozinho”, frente a menor oportunidade, vai querer escapar. Para isso, os proprietários devem ter a responsabilidade de guardá-lo livre de qualquer chance que culmine no seu desaparecimento por uma fuga ou até um atropelamento.

Desde o início de janeiro, a ONG Naturae Vitae tem recebido inúmeros contatos, tanto por e-mail quanto por telefone, de pessoas procurando seus cães “fugitivos”, muitos deles de raça, a maioria poodles. Coincidentemente, após as festas de final de ano... Falta bom senso aos proprietários quando, nessa época de Natal e Ano Novo, principalmente (sem esquecer de Copa do Mundo), muitos fogos de artifício explodem no céu.

A audição dos animais é muito mais sensível que a nossa: para eles chega a ser enlouquecedor tamanho barulho - ficam desesperados! E é nessa hora que fazem de tudo para fugir e escapar do foguetório. Pior que a fuga são os relatos de cães que morreram enforcados com suas próprias coleiras/correntes (quando o dono o prende) ou ainda morrem ao pular o portão de grades pontiagudas, com uma daquelas lanças fincadas no corpo...

Várias dicas são úteis para se prevenir, evitando, assim, que o pior aconteça: manter seu animal (cão) num ambiente fechado, confortável, livre de correntes, com ração e água, onde ninguém tenha acesso. Não deixe muitos cães juntos, pois o estresse dos rojões pode ocasionar brigas com conseqüências irreparáveis. No caso de gatos, deixe ao menos uma porta de armário aberta para que possam entrar caso entrem em pânico. Outra sugestão é administrar florais de Bach e aromaterapia para os animais (peça orientação a um médico veterinário). Esteja atento! Seja responsável!

Fátima Schroeder - ONG Naturae Vitae - www.naturaevitae.org

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