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Noroeste: Fahel valoriza bola parada para surpreender o Oeste

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Uma das maiores deficiências do time nos primeiros jogos do Campeonato Paulista, as bolas paradas foram constantemente treinadas nas atividades do Noroeste realizadas ontem pela manhã, no estádio Alfredo de Castilho. O quesito foi crucial em resultados negativos do time, lanterna da competição, com apenas um ponto, em quatro partidas disputadas.

O técnico Fahel Júnior, apesar de não relacionar diretamente a dedicação no treinamento desses lances às dificuldades enfrentadas recentemente pelo grupo nas quatro primeiras rodadas do Estadual, reconhece o reflexo do aproveitamento das bolas paradas nos resultados. “Não apenas o Noroeste, mas muitas outras equipes tem treinado bastante bolas paradas”, cita. “É a tônica do futebol, partidas são decididas assim”, completa.

O treinamento de ontem foi realizado debaixo do forte sol das 11h às 13h, justamente o horário em que o time entra em campo no próximo jogo, domingo, contra o Oeste, em Itápolis. As atividades de hoje estão marcadas para o mesmo horário. Amanhã, o grupo, concentrado desde quarta-feira num hotel da cidade, ainda faz mais um treino - o último antes do jogo - às 9h.

Durante o preparatório, o treinador escalou, entre os teóricos titulares, além do goleiro Vizzotto, os defensores Anderson Marques e Bonfim, o trio de volantes Júlio Bastos, João Marcos e Max Carrasco, com Júlio Terceiro substituindo seu xará na parte final, e o meia Luciano Bebê. As laterais ficaram com Éder, pela direita, e Marcelo Santos na esquerda. No ataque, a dupla Léo Mineiro e Borebi.

Fahel Júnior frisa que já tem a base para sua estréia no banco de reservas noroestino, mas que algumas mudanças podem surgir nos últimos treinos antes da partida. Entretanto, o treinador antecipa que até hoje deve ter o nome dos 11 titulares definidos na prancheta.

A rotina de treinos reservados apenas ao período matinal, nos três dias que antecedem à próxima partida, de acordo com o técnico, além de ambientar os jogadores ao horário da partida, também resguarda os atletas para o restante do dia. “Quero meus jogadores bem, não cansados”, distingue. Também na sexta-feira, o comandante noroestino acredita que chega a uma definição estratégica para enfrentar o Oeste de Itápolis.

O treinador voltou a ressaltar a falta que uma pré-temporada com o grupo faz no seu planejamento, ao justificar a ausência de treinos coletivos, que dão lugar a insistentes trabalhos táticos, que, avalia o treinador, gradualmente, provocam mudanças de hábito no futebol brasileiro. “Hoje o futebol é muito tático. Muitos jogadores do País voltam disciplinados taticamente do exterior. Durante muito tempo o brasileiro pensou que apenas a técnica e o individualismo ganhavam campeonatos. Mas estamos mudando de postura”, avalia.

Pedreira

Fahel destaca as dificuldades que o time terá pela frente no domingo. Um dos principais pontos a favor do adversário, enfatiza, é o seu acanhado estádio. “Jogar lá contra o Oeste é muito difícil, até pelas dimensões do campo”, acrescenta, ao observar que, em jogos assim, marcação forte e velocidade podem sobrepor à técnica.

Conjunto

O atacante Léo Mineiro, que, apesar de marcar o único gol noroestino na derrota frente à Portuguesa, desperdiçou boas oportunidades, principalmente no jogo contra o Guaratinguetá e frente à própria Lusa, minimizou o fato, ao alegar que o aproveitamento e perda de chances são fatores inerentes à função que exerce. Além disso, o jogador também atribuiu os maus resultados de início a falhas defensivas. “Não posso errar, mas o grupo também não pode levar gol”, dividiu.

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