Bairros

Emdurb estuda farol amarelo piscante

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O semáforo vermelho na madrugada, em alguns pontos específicos de Bauru, pode estar com os dias contados. A exemplo do que acontece em grandes cidades, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estuda reprogramar parte dos semáforos, que manteriam a luz amarela intermitente da 0h às 6h. O objetivo é reduzir o risco de os motoristas serem assaltados ao aguardarem o sinal verde.

Neste período, o verde e vermelho deixariam de funcionar, sendo que a passagem seria autorizada aos condutores, desde que o façam com especial prudência. “Estamos estudando. Temos algumas pendências que precisamos analisar. Hoje não tem jurisprudência certa sobre isso. Pode ocorrer um acidente e as pessoas podem vir contra a empresa que administra o sistema. Não é algo urgente que temos de tomar uma decisão já. Podemos estudar com calma, com segurança jurídica”, diz o presidente da Emdurb, Rubens Ribeiro de Barros Filho, o Rubito.

De acordo com ele, existem várias tecnologias para que o sistema seja instalado. As mais seguras custam mais caro, como é o caso da fotocélula que identifica o farol do carro. Trata-se de um dispositivo inteligente. Porém, a maioria dos cerca de 1.200 semáforos de Bauru é considerada ultrapassada. “Alguns semáforos mais novos conversam entre si. Pode fazer uma programação igual de um computador. Mas a grande maioria não troca informação”, admite Rubito.

Nos mais antigos, a saída seria instalar um temporizador. “Nos mais velhos, faz uma programação e implanta. Mas vamos fazer o estudo. Precisamos saber se a Polícia Militar (PM) tem estatística dos cruzamentos que realmente precisam disso para fazer uma avaliação”, acrescenta o presidente da Emdurb.

Polícia Militar

Conforme a reportagem constatou, preocupados com surgimento de ladrão, muitos motoristas já ultrapassam o farol vermelho na madrugada. A conduta é de conhecimento do comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, capitão Renato Ramos. No entanto, de acordo com ele, ocorrências policiais em semáforos de Bauru são ínfimas, praticamente zero. Ainda assim, ele acredita que a medida possa ajudar de modo preventivo, desde que não coloque em risco o trânsito urbano.

“A comunidade já acaba transpondo o vermelho na madrugada. Vê que não tem ninguém e passa. Já está virando cultura. Mas tem que fazer em local com segurança, em locais que não coloquem ninguém em risco. O amarelo piscante é como se desse sinal de pare. Alerta o motorista para avaliar”, explica. Ele ainda informa que, num cruzamento, quem está à direita tem prioridade, assim como as regras da boa educação.

Ele desaconselha a instalação em cruzamentos como o das avenidas Rodrigues Alves com Nações Unidas, local descartado de imediato por Rubito.

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Centro da cidade

Um dos primeiros pontos a contar com luzes amarelas intermitentes, caso o estudo da Emdurb conclua que sejam necessárias em Bauru, deve ser o Centro da cidade. “Na Batista de Carvalho, os sinais servem para segurar o trânsito nas horas de pico, durante o dia. À noite não tem essa demanda. Lá talvez seja o primeiro a ter esse sistema”, explica o presidente da Emdurb, Rubens Ribeiro de Barros Filho, Rubito.

De acordo com ele, o município conta com 250 cruzamentos com semáforos, cujas lâmpadas incandescentes serão trocadas por leds. “Já estamos fazendo programação e licitação para a compra. As incandescentes gastam 110 wattz, com led, 27 wattz. Uma lâmpada dura mil horas, o led 72 mil horas. E dá uma segurança maior para o semáforo porque se queimar a lâmpada, o semáforo fica apagado, se queimar um led, têm outros funcionando”, explica. Ele ainda informou que, quando adquiridos, os sistemas semaforizados serão inteligentes. Cada conjunto custa aproximadamente R$ 80 mil.

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