Tribuna do Leitor

Vereador e Pastor Luiz Carlos


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Com devido respeito, senhor vereador e pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa, atual presidente da Câmara Municipal, em relação à notícia trazida pelo JC de 06/02/2009, pág. 4, sobre a questão da contratação de mão-de-obra dos “presos” pela Prefeitura Municipal de Bauru para limpar a cidade, sou totalmente desfavorável à concretização. Rodrigo Agostinho tem razão em preferir contratar a mão-de-obra dos que estão na rua, na cidade, necessitando de emprego.

Os presos que se encontram nas penitenciárias 1 e 2 de Bauru, na propriedade do IPA (Instituto Penal Agrícola) e são de responsabilidade do Estado, não do município.

O IPA tem uma vasta área vazia, de mais de 200 alqueires de terra, o suficiente para comportar todos os presos que lá se encontram e fazer trabalhar na terra, a plantar milho, arroz, legumes, verduras e frutas, devendo colhê-los para se alimentar. Essa é a finalidade do IPA. Na década de 60, o IPA mantinha cultivo de pés de laranja, milho e pastagem sob os cuidados dos presos e deles se alimentavam.

Por motivos vários, a finalidade do IPA caiu no esquecimento, assim como a importância da agricultura, que é a preocupação primeira para a sobrevivência de todos os seres vivos nessa terra.

Engenheiros agrônomos e técnicos em escolas agrícolas a nível “colegial” mantidas pelo Estado não faltam para ensinar os presos a iniciar uma nova vida a partir do manuseio para plantio hortaliças, legumes e outros para renovar a alma e iniciar uma nova vida, voltada para a natureza.

Deixe o Rodrigo Agostinho trabalhar conforme a sua convicção. O poder de decisão é do Executivo, não do Legislativo. Querer infernizar a Prefeitura de Bauru “bancando a briga” para impor que agasalhe suas “ovelhas” é contrário ao ensinamento filosófico de todas as igrejas. Aconselho o senhor vereador Luiz Carlos a procurar deputado estadual do município a solucionar a questão dos presos.

Shigueko Sakai – R.G. nº7.636.385-5/SSP/SP

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