Priscila Shimada Delgallo Santos, 29 anos, ficou dois anos no Japão quando era solteira. No ano passado, iria voltar ao “país do sol nascente” com o filho e o marido, onde pretendiam trabalhar. O casal pediu demissão do emprego em Bauru, se desfez da residência e vendeu os móveis. Todos conseguiram o visto mas, não partiram porque as vagas sumiram do mercado.
“Estava previsto para irmos em outubro. Agora estamos com dívida, sem trabalho e pegando todos os bicos que aparecem. Estamos correndo atrás de serviço. Viemos morar com a minha mãe”, comenta. Ainda assim, ela tem esperança que a crise seja rápida e que a viagem saia. Por pessoa, o custo da documentação varia entre R$ 200,00 e R$ 300,00, explica a funcionária da Nippon Tour, Flávia Kimura.
De acordo com ela, dependendo do caso, o procedimento leva uma semana. Em outros, um mês e meio. Responsável pelo setor de dekasseguis, Flávia conhece casos de brasileiros que se preparam para voltar. O trabalho lá deixou de ser interessante porque a carga horária foi reduzida. Como recebem por hora, o salário caiu. Para piorar, normalmente, quem consegue juntar dinheiro é o trabalhador que faz horas extras.