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Velejador é assassinado por assaltantes na ilha de Itaparica

Folhapress
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Salvador - Com oito travessias no Atlântico e mais de 100 mil milhas navegadas em águas nacionais e estrangeiras, o velejador Abel Hrabovsky de Aguilar, 36 anos, foi morto com um tiro na cabeça na madrugada de anteontem, na ilha de Itaparica (BA).

O velejador, que transportava seis turistas, estava dormindo na proa do catamarã Pico Alto, quando dois assaltantes invadiram a embarcação.

Segundo a polícia, no momento da invasão ao catamarã, o empresário estava afastado dos turistas. Aguilar foi baleado depois de acordar assustado.

O assassinato do empresário paranaense, que estava radicado na Bahia, revela a escalada de violência contra visitantes na ilha de Itaparica (26 quilômetros de Salvador), um dos principais polos de turismo do Estado.

No final do ano passado, dois velejadores franceses foram roubados e espancados nas imediações de uma marina.

Por falta de infraestrutura, o corpo de Aguilar somente foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) Nina Rodrigues, em Salvador, quase 12 horas depois do crime.

Sócio-proprietário da empresa Salvador Charters, Aguilar oferecia passeios em embarcações para grupos.

Quando foi morto, o empresário transportava um casal de paulistas e os filhos e netos dos dois. Depois de conversar com um vigia que trabalha na área, a polícia prendeu o garçom Diogo Pereira da Silva, 22 anos, e Danilo Almeida dos Santos, 23 anos, sob a suspeita de terem cometido o crime.

Em seu depoimento, Silva disse que apenas participou do assalto, mas que não atirou no velejador, de acordo com a Polícia de Itaparica. Já Santos negou o crime.

A reportagem não conseguiu localizar advogados dos suspeitos na tarde de ontem.

Depois de atirarem no empresário, os dois homens fugiram em uma catraia, uma espécie de barco a madeira movido a remo.

Um homem que estava em uma escuna seguiu os assaltantes em um bote e entrou em contato com a polícia. Depois de 15 minutos, os assaltantes abandonaram a catraia e seguiram nadando.

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