Empresário do ramo de alimentos, Paulo Fachini utiliza a rodovia Marechal Rondon diariamente no trecho Bauru-Lins para escoar suas mercadorias. Ele conta que observa muitos caminhoneiros trafegando pelo acostamento, em função das péssimas condições da pista.
“Ou então, eles desviam dos buracos e invadem a pista ao lado, quase jogando os carros para o canteiro central. Pagamos pedágio com valor quase igual a uma rodovia privatizada, mas sem benefício nenhum em contrapartida. É complicado”, reclama.
No final de janeiro, conforme publicou o JC, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Araçatuba, Sérgio Barsalobre já fazia duras críticas ao estado de conservação da Rondon. Segundo ele, a falta de manutenção e as obras de retorno inacabadas fazem com que trechos da pista estejam “piores do que algumas estradas de terra”.
“Este trecho entre Bauru e Castilho é péssimo. Os caminhões entram pelo Mato Grosso do Sul e não passam por nenhuma fiscalização sobre o peso. Falo isso há 16 anos e ninguém tomou providências. Se não for feito um trabalho de recapeamento urgente, em seis meses a Rondon estará impraticável”, declarou.
Ele aponta que, no trecho entre os municípios de Bento de Abreu e Valparaíso o asfalto da pista e do acostamento está esburacado e, com as chuvas do início do ano, o perigo de acidentes aumenta.