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“Sim, nós (também) podemos”


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A humanidade necessita de líderes. Desde a morte de João Paulo II, procura-se alguém com uma liderança nata. Liderança é diferente de poder. As pessoas é que outorgam a liderança a alguém que mereça esta distinção. Mas prudência é sempre bom, pois a tentativa de atribuir a Rubens Barrichello para substituir o ídolo brasileiro e mundial Ayrton Senna, pesou muito e Rubinho não aguentou (lembrem-se como a mídia forçou esta situação). O mundo elegeu agora Barack Obama como um líder, depositando em suas mãos muitas responsabilidades, que ainda não sabemos se terá toda a competência, mas não podemos negar, que o apoio popular pesará muito nos resultados. Conclamando os povos para dividirem as responsabilidades, procurando transparecer honestidade, pedindo colaboração, parece estar contido na frase “sim, nós podemos”. O Brasil também pode aprender esta lição, respeitando as diferenças. No livro Pioneiros e Bandeirantes, Vianna Moog traça um paralelo sobre as colonizações dos povos americano e brasileiro. Utiliza-se de argumentos de geografia, hidrografia, culturais para justificar as facilidades ou dificuldades encontradas por esses desbravadores. Lembremos que o Brasil ficou de 1.500 a 1800, apenas como uma parte produtiva, que sustentava o luxo da corte portuguesa. No livro 1808, de Laurentino Gomes, que se alicerça em documentos históricos, vemos a chegada da família real ao Brasil, escoltada pela marinha inglesa, fugindo da invasão de Portugal, por Napoleão. Bem , ou mal, foi um divisor das águas. A abertura dos portos ao comércio internacional, foi um grande passo para o desenvolvimento, pois daqui partiam produtos agrícolas, minérios principalmente, mas chegavam produtos de outros países mais desenvolvidos. Também aborda a escravidão, marco vergonhoso de nossa história e até incompreensível, pois negros aprisionavam em seus países, seus pares, para manter esse comércio abominável. O Brasil já passou por vários momentos (crises) difíceis, como: colônia de Portugal, chegada da família real com profundas mudanças nos hábitos e costumes do povo que aqui vivia precariamente, Independência, Abolição da Escravidão, Proclamação da República, duas guerras mundiais, revoluções internas, planos de governos (lembram-se de Funaro, Collor!?), do petróleo, das inflações estratosféricas, dos escândalos políticos em todos os níveis (legislativo, executivo e judiciário) e agora essa crise financeira mundial de conseqüências ainda desconhecidas. O padre Beto, em sua missa na última semana de dezembro, na praça em frente à Prefeitura Municipal, mencionou a força que o povo tem, quando se reúne para um bem comum. Falou “imaginem como essa praça seria pequena se apenas um bairro, por exemplo, Mary Dota, tivesse ocupada pelos seus moradores”. Dá para imaginar? Penso que ainda temos quase dois anos para elegermos governador e presidente da república, e nesse período devemos ficarmos atentos a todas propostas, gestos, ações, promessas, capacidade, racionalidade e reais condições de resolução dos problemas, que os candidatos irão propor. Não devemos culpar somente os governantes pelos seus atos, pois foi a população que delegou em suas mãos o poder de governá-la, através do voto. As crises passam, deixam aprendizados e devemos extrair lições, boas ou más, para repeti-las ou rejeitá-las. Fiquemos atentos, avaliemos as nossas necessidades, prudência em nossas ações e confiemos, que se todos nos unirmos em torno de um ideal, suplantaremos as dificuldades como fizeram a Alemanha, Japão, Coréia e outros países(hoje) exemplares.

O autor, Arnaldo Pinzan, é professor da FOB-USP e diretor social do Lions Clube de Bauru Centro

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