Jaú - As chuvas dos últimos dias trouxeram problemas a Jaú e Itatinga. Em Jaú (47 quilômetros de Bauru) houve vários pontos de alagamento. Em Itatinga (120 quilômetros de Bauru), oito famílias estão com as casas em risco por causa dos prejuízos provocados por deslizamentos e queda de muro de arrimo que protegia o local.
Em Jaú, a partir das 19h de segunda-feira o Corpo de Bombeiros atendeu vários chamados. No cruzamento da avenida Dudu Ferraz com a rua Ernesto de Campos, dois carros estavam sendo carregados pela enxurrada. Na Dionísio Ferruci, no Jardim São Crispim, a água encobriu quatro centímetros de uma residência. Na avenida do Café, na Vila São Judas Tadeu, perto da SP-225, o acúmulo de água e barro da enchente deixaram intransitável o acesso ao Jardim São José.
Em Itatinga, os problemas se concentram no conjunto habitacional Mário Covas. O muro de arrimo de proteção a várias casas caiu e colocou oito famílias em situação de risco. Hoje, um saco plástico está colocado no trecho. O deslizamento ocorreu após as chuvas do final de semana e duas famílias tiveram de ser retiradas do local e levadas para abrigo, onde contam com o auxílio de cesta básica oferecida pela prefeitura.
Segundo o procurador jurídico André Murilo Parente Nogueira, as construções na área de risco foram feitas na gestão passada, de Lineu Adalberto Barnabé (PT). Na época, uma empresa foi contratada para fazer o muro de arrimo das casas, para que não ocorresse deslocamento de terra. A obra faz parte do projeto Pró-lar, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). No início deste ano, porém, foi constatado que obra apresentava marcas em desacordo com especificações técnicas e rachaduras no concreto.
Há duas semanas, a empresa foi chamada para regularizar a situação, o que não ocorreu. No final da última semana, a prefeitura pediu providências à CDHU e ao Ministério Público, além de decretar estado de emergência e solicitar auxílio da secretaria Nacional de Defesa Civil.
O vice-prefeito de Itatinga, João Bosco, afirmou que uma equipe da CDHU deve visitar o local hoje para analisar a situação. “A preocupação principal é com a vida das pessoas que moram lá. Em reunião, a construtora já se mostrou disposta a refazer o serviço”, disse.