Política

Reforçado, PMDB já quer governar

Por Renato Cirino | Com Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

O fortalecimento do PMDB com a vitória nas presidências da Câmara Federal e do Senado é visto por diferentes aspectos por lideranças do partido. Mas todos têm uma posição comum: é hora de vôos mais altos. Eles apontam que a legenda deve fazer valer sua posição de fiel da balança e buscar a presidência da República em e o governo do Estado em 2010 como cabeça de chapa.

Para o vereador e único representante do PMDB no Legislativo bauruense, Renato Purini, o partido conseguiu a presidência da Câmara Federal e do Senado graças ao poder nas bases. “Essas vitórias são o resultado do fortalecimento nas bases do partido com a maioria de deputados nas Câmaras Municipais, Estaduais e também com o maior número de prefeitos e governadores, além da grande quantidade de vereadores”, afirmou. “O PMDB sempre foi um partido forte e esse fortalecimento ajudou na ascensão do PMDB à presidência das duas Casas”, completou.

O presidente do PMDB de Bauru, Alex Gasparini, entende que a legenda voltou a ocupar seu lugar de destaque. Ele acredita que a troca de forças entre os partidos é natural. “É um processo histórico normal em todos os partidos que estiveram no poder. O desgaste acontece quando um partido fica muito tempo no poder e agora é a hora do PMDB voltar a ser forte”, disse.

Para a próxima eleição presidencial em 2010, Purini defende uma candidatura própria da legenda. “O PMDB tem que deixar de ser noiva para ser o noivo. Para que se contentar com pouco se podemos ser cabeça- de-chapa?”, questionou. “O próprio Michel Temer poderia ser um candidato à presidência”, revelou.

Já Gasparini entende que a aliança com o PT deve continuar, pois facilitaria a vida do partido na eleição de 2010. Os dois concordam em um nome que possa unir o partido: Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais. Eles julgam que a escolha de José Serra (PSDB), governador de São Paulo e provável candidato à presidência da República, a nomeação de Geraldo Alckmin na Secretaria Estadual de Desenvolvimento, deixou Aécio em situação desconfortável na legenda tucana, e ele poderia buscar novos ares no PMDB. “O que o Serra fez foi colocar o Aécio para fora do PSDB. Mas o mineiro tem boa entrada no PT. Ele tem um coração vermelho e é um cara progressista e de esquerda”, apontou Gasparini. Mas ele também cita o presidente da Câmara Federal como um grande nome e que já está no partido. “O Temer é a estrela maior nesse quadro hoje”, disse.

Para disputar a presidência da República, segundo Purini, o PMDB deveria aprofundar nas questões sobre um projeto efetivo para o país. “Tem que ser formatado de uma maneira que tenhamos um projeto único, porque vemos dentro do partido várias tendências. Alguns defendem candidatura própria, outros são mais ligados ao PT e ainda tem uma vertente mais ligada ao PSDB”, disse. O vereador entende que a candidatura própria serviria para fortalecer ainda mais a legenda. “Essa deveria ser a grande luta do partido”, apontou.

Gasparini disse que as lideranças nacionais são preparadas para saber qual o objetivo real do partido, mas que o PT deve sempre ser um aliado. “Não consigo acreditar que essa base aliada se dissolva na próxima corrida eleitoral. No entanto, não vejo aliança que congregue PSDB”, revelou. O presidente local do partido vai mais longe e prevê um futuro não glorioso para a legenda se não mantiver a aliança com o PT. “Sem essa aliança nós vamos entregar a presidência de bandeja para o PSDB”, comentou. Em Bauru, Alex Gasparini revelou que espera uma aliança duradoura com o PT nacional e local.

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Estada produtiva em Brasília

Durante sua estada em Brasília, Rodrigo reuniu uma grande quantidade de formulários e informações relativas a convênios e calendários para apresentação de propostas. “O material será entregue aos secretários municipais para que as equipes desenvolvam os projetos, em várias áreas, para pleitear recursos”, disse o prefeito.

Rodrigo Agostinho também iniciou conversa junto à Casa Civil para a inclusão de Bauru no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O primeiro projeto discutido diretamente com o órgão foi o da implantação da estação de tratamento de esgoto em Bauru, que já estava pronto e que o prefeito levou para Brasília. Outros programas e projetos também estão em discussão com a Casa Civil.

Ainda ontem, o prefeito participou de reunião na Câmara dos Deputados, com o presidente da Casa, Michel Temer, quando foi discutida a liberação de emendas ao orçamento da União, o que deve ser feito ainda no primeiro semestre. “A idéia é discutir com os deputados a elaboração dessas emendas e para cada emenda, o respectivo projeto”, informou Agostinho.

No período da tarde, o prefeito de Bauru participou de uma das mesas do encontro nacional e proferiu palestra sobre a municipalização da fiscalização do ITR (Imposto Territorial Rural). Bauru foi um dos poucos municípios do país que conseguiu fazer a adesão dentro do prazo estipulado pelo Governo Federal.

“O presidente Lula prorrogou esse prazo e fui convidado a falar sobre nossa experiência para orientar os demais municípios interessados”, concluiu o prefeito Rodrigo Agostinho, que despacha em seu gabinete a partir de hoje.

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