Bairros

Terreno baldio deixa família “encarcerada”

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Uma família da Vila Nova Paulista, em Bauru, vive “encarcerada” por conta de dois terrenos baldios sujos e com mato alto, que irradiam cobras, escorpiões, caramujos, além de pernilongos para a residência, situada na quadra 1 da rua Tomegiro Sugano. Segundo o morador José Roberto de Souza, apesar de dias e noites quentes, ele é obrigado a fechar a casa toda para proteger, inclusive, seu bebê de 1 ano e 10 meses.

Por conta do lixo orgânico espalhado pelas áreas citadas, o morador ainda se preocupa com a eventual proliferação do mosquito palha, transmissor da leishmaniose. De acordo com Souza, além de cães da região, vizinhos também foram infectados com a doença. Para tentar resolver o problema dos terrenos, ele informou ter procurado a administração municipal em várias oportunidades.

Documentos confirmam as queixas, registradas desde setembro do ano passado, explica. O caso chegou a ser levado por ele, inclusive, ao Ministério Público. No entanto, até hoje, nenhuma providência foi tomada.

Mas segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o terreno citado pela reportagem já foi vistoriado pelos fiscais da pasta. Como a limpeza da área não foi realizada, o proprietário recebeu auto de imposição de penalidade de multa e está dentro do prazo legal, de 20 dias, para recorrer.

Ao fim do período, o terreno é novamente fiscalizado e, se os serviços não tiverem sido realizados, o proprietário é multado. O valor da penalidade varia de R$ 150,00 para casos leves a R$ 3.377,50 para os gravíssimos, conforme o risco à saúde pública.

Se mesmo depois de multado o serviço não for executado, o proprietário é novamente autuado, mas o valor dobra por ser reincidente, informa a secretaria via assessoria de imprensa da prefeitura.

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