Igaraçu do Tietê - O presidente da comissão provisória do PDT de Barra Bonita, Marcelo Maganha, rebateu ontem as acusações de que ele manipulou as testemunhas no processo eleitoral que cassou o registro da candidatura a prefeito de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru) de Guilherme Fernandes (PSDB). O pedetista afirmou que os ataques do tucano não passam de “estratégia de marketing” para limpar a imagem dele por compra de voto.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou nova eleição para 29 de março, após a Justiça Eleitoral cassar o registro de Guilherme Fernandes e do vice Juvenal Aparecido de Melo por suposta compra de voto. Os dois recorreram da sentença que ainda não foi a julgamento no TRE.
Fernandes acusou na última semana o pedetista, de “manipular” as testemunhas para induzir a Justiça Eleitoral a erro. Para o tucano, Maganha teria sido o responsável pelas articulações da cassação da candidatura dele e nem é eleitor no município.
O pedetista coordenou a campanha do candidato a prefeito derrotado Wamberto Picolli (PDT), da coligação que apresentou as testemunhas, gravações e filmagens da compra de voto na Justiça.
Ele negou ter aliciado testemunhas contra o tucano. “É uma prática deles e não nossa. Eu vou contestar isso na justiça”, retrucou, dizendo que são “afirmações mentirosas”. Fernandes alega que duas testemunhas mudaram o depoimento.
O pedetista disse estranhar esse “arrependimento” das testemunhas. Em juízo, elas confirmaram a compra de voto por parte de Fernandes. Posteriormente, as mesmas pessoas foram a um cartório de notas e assinaram declaração pública desmentindo. “Papai Noel também passou na minha casa. Como duas pessoas humildes vão a um cartório de notas, gastam R$ 153 para fazer a declaração pública e mandam (o documento) para a casa do vice prefeito?”, perguntou o pedetista sobre as declarações dos “arrependidos”.
Para Maganha, o dossiê de Fernandes é “estratégia de marketing” na tentativa de se inocentar. “Ele está usando a imprensa local para posar de bonzinho e ter apoio para seu candidato nas novas eleições”, revelou. O pedetista disse que Fernandes deve apoiar a candidatura do prefeito-tampão, o vereador Carlos Augusto Gama, que assumiu interinamente a administração por causa da cassação do tucano. Gama é sobrinho de Fernandes e não está impedido de disputar o pleito. Os dois candidatos cassados não podem concorrer novamente na eleição a prefeito e vice.