O último núcleo habitacional construído em Bauru pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) já caminha para o seu quarto ano. De lá para cá, apenas imóveis destinados aos servidores públicos estaduais dentro do Programa Habitacional de Integração (PHAI) foram liberados. De acordo com o site da companhia na Internet, ao todo foram 65 unidades.
Fora essas unidades, a CDHU investiu ainda outras cinco vezes no município em toda a sua história. Em 1969, quando foram entregues 100 unidades em parceria com a Caixa Econômica Estadual, hoje Banco Nossa Caixa. Em 1978, a mesma parceria construiu outras 95 unidades no município. Em 1988, através do Programa Municipal de Habitação (PMH), foram construídas mais 100 unidades na modalidade de lotes urbanizados.
Nove anos mais tarde, a CDHU por meio do Programa Sonho Meu, na modalidade de construção Habiteto, construiu 448 unidades no Núcleo Fortunato Rocha Lima. O projeto garantiu casa própria para as famílias que viviam antes nesse local em barracos de condições precárias.
O último investimento da companhia no município foi em 2005, quando foi construído o núcleo habitacional vertical Bauru H com 240 apartamentos. Agora, de acordo com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o que impede que a companhia invista novamente em Bauru é a falta de terrenos com a infra-estrutura exigida.
Atualmente, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia, diversos programas voltados para a moradia popular em todo o Estado estão sendo mantidos. Um deles e que deve interessar à Bauru é o “Programa de Parceria com os Municípios”, por meio do que a infra-estrutura, antes responsabilidade exclusiva dos municípios, conta com auxílio financeiro da CDHU. Serviços de terraplanagem, redes de água e esgoto, pavimentação, calçamento e iluminação pública passarão a ser executados com recursos do Estado.
Em contrapartida, as prefeituras deverão investir na área social com ações de capacitação profissional e educação ambiental, durante a construção e na pós-ocupação, visando assegurar a sustentabilidade socioeconômica e ambiental dos conjuntos habitacionais. Em todo o Estado 29 municípios já fecharam contrato com a CDHU.
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Habitabilidade
Já há algum tempo o Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), tem tentado agregar benefícios aos usuários dos imóveis. Além da escritura vir sempre no nome da mulher, as casas têm trazido plantas de três dormitórios, melhorias estruturais e de acabamento.
Além disso, as novas construções feitas pela CDHU têm laje, muro divisório entre as casas, azulejo na cozinha e banheiro, piso frio, cobertura para área de serviço, abrigo para botijão de gás e aquecedor solar. Por isso, o valor base para um imóvel de dois dormitórios, com toda infra-estrutura, aumentou de R$ 16 mil para R$ 23,500,00.
No caso de três dormitórios, o valor sobe para R$ 25.500,00. De acordo com a assessoria de imprensa da CDHU, esse é o valor do imóvel e não o preço que deverá ser pago pelos mutuários. Isto porque, segundo a CDHU, um subsídio do governo estadual faz com que o valor de cada imóvel seja calculado individualmente, de acordo com a renda familiar de cada mutuário.