Vivemos em um mundo onde estamos rodeados por costumes que às vezes fazem de algumas pessoas que estão ao nosso lado, arrogantes, gananciosos, mesquinhos e até mesmo soberbos, que demonstram ser o que não é apenas para viver num mundo de ilusões e construir o seu próprio espaço com círculos de amizades que proporcionam o tão sonhado status.
Muitos pensam que apenas aquele que tem um carro novo, roupas de marcas e até mesmo um celular de última geração, é que tem caráter e são pessoas de classe, total engano.
Infelizmente esse é o mundinho em que vivemos, até podemos não participar dele, mas estamos englobados nele e temos que conviver com pessoas desse tipo que pensam estar sendo alguém apenas por estar dentro dele.
Não estou criticando aquele tem um carro novo, uma bolsa de marca, enfim, não é isso que faz uma pessoa, mesmo porque aqueles que podem e tem não são soberbos e não desfazem daqueles que nada tem, é claro, salvo exceções.
A diferença da pessoa que não poderia ser arrogante, mas é, e daquele que é arrogante ser poder e daquele que nada tem, é nenhuma, todavia tanto o rico como o pobre e o pobre metido, quando morrer vai pro mesmo lugar, ou seja, independente do jazigo se é de mármore ou não, vai feder do mesmo jeito.
Às vezes é preciso perder algumas coisas na vida, pra saber o verdadeiro valor que a vida tem, é muito bom ter luxos e riquezas, poder viajar, comer em bons restaurantes, freqüentar a elite, não sou contra nada disso, quando podemos ser isso, mas seria muito interessante também conversar com um morador de rua, falar um bom dia, boa tarde ou boa noite para o vizinho do lado, esboçar um sorriso e porque não dar um abraço ou um aperto de mão, talvez alguém esteja precisando receber algo semelhante pra ter um estimulo de vida.
Mas percebo que a cada dia que passa isso está cada vez mais raro entre as pessoas, o individualismo, o eu sou, o eu posso ou eu tenho o cargo tal, infelizmente essa são algumas das muitas frases que realça no som que sai da boca e se torna o vocabulário principal dessas “pessoas”, pessoas essas que às vezes até tem o hábito de ler um jornal e vêem as tragédias que acontece no mundo, mundo esse que muitos passam fome, frio e morrem como se fosse um ninguém e por sua vez faz com que tudo isso passe desapercebido pelos vãos dos seus dedos como se fosse apenas mais uma notícia.
Talvez é preciso ser mudado alguns conceitos na vida, e quem sabe sendo o que realmente somos tenhamos uma vida rica, onde não é preciso viver de aparências.
Um dia a aparência desaparece e a mascara cai e talvez quando você venha dar conta de tudo isso, seja tarde pra recomeçar de novo.
Não tenha vergonha de ser o que você é, seja dentro de um carro velho ou novo, um bairro de bacana ou não, seja simples, ser simples não é ser pobre é simplesmente ser você.
Alex Costa - professor e jornalista