Tribuna do Leitor

De que forma pode um pastor infernizar alguém?


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Gostaria muito de poder contar com o apoio da sra. Shigueko Sakai, tanto para ajudar na recuperação de nossa cidade que está destruída como para ajudar aos presos em sua ressocialização. No dia 08/02/09, lemos sua opinião sobre a questão da contratação da mão-de-obra dos presos para limpar nossa cidade.

De fato, para fins de limpar a cidade nem é necessário fazer um contrato de forma remunerada, e sim um contrato comunitário de pouca duração, ou seja, de 3 a 6 meses, dando ao preso apenas um pecúlio, como é chamado dentro da unidade, é uma ajuda de custo. Exemplo: 150 reais que seria pagamento mensal ao reeducando pelos serviços prestados na limpeza da cidade.

Com 150 reais o prefeito não pode contratar um pai de família com 1, 2, 3 ou 4 e 5 filhos.

Se o preso ganhar 150 reais por mês, ele tem 3 refeições por dia, uma cama, uma equipe de funcionários para atendê-lo em todas suas necessidades.

Os 150 são apenas para custear seus materiais de higiene pessoal, e ajudar sua família a visitá-lo. 150 reais por mês e as despesas de água, luz, gás, remédios, vestuário, condução, comida, tudo pago, é como se 150 fossem 1.500 reais. Agora, 150 para pagar tudo isso para um pai de família é pouco, mas para um preso sobra.

Outra coisa é o senhor se referir ao nobre presidente da Câmara Municipal de Bauru como alguém que está infernizando a prefeitura bancando a briga, para impor que se agasalhe suas “ovelhas”.

Eu não entendi: e o que os presos têm a ver com isso? Se o Pastor Luiz defende a contratação dos presos, é com conhecimento de causa porque eu já me encontrei com o Pastor Luiz nos pátios de vários presídios falando de Jesus, ajudando a igreja interna que não pertence ao seu ministério, disso a senhora não quer falar?

Será que esse infernizar que a senhora se refere não é um pedido de misericórdia para que a cidade seja ajudada, mesmo que seja pelas mãos dos que, um dia, com suas más ações agrediram e lesaram a sociedade.

Não são todos, mas muitos dos que ouviram a palavra de Deus, pregada pelo pastor Luiz Barbosa, estão dispostos a ajudar a recuperar Bauru nem que tenha que passar por cima do preconceito.

Geovani Pereira da Silva - egresso

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