Geral

Qualidade depende de políticas públicas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Não existe receita para garantir boa educação. Ela depende de políticas educacionais de qualidade que assegurem todas as condições materiais adequadas e necessárias para um bom trabalho. A avaliação é do pedagogo e livre-docente em psicologia da educação, Newton Duarte, professor da Unesp.

A avaliação dele contempla desde estrutura física, valorização salarial dos professores, material didático e espaço físico. “A sociedade tem colocado para a escola funções que não são da escola e tem esperado que ela resolva problemas que ela não pode resolver. Quando faz isso, deixa de fazer sua função: transmitir conhecimento. Problemas de outras natureza têm de ser resolvidos com políticas sociais, com transformações na estrutura da sociedade”, explica ele, que veio a Bauru a convite de Carlos D’Incão, diretor-proprietário do Colégio D’Incão.

Para ele, a incessante preocupação de muitas instituições em preparar seus alunos para o mercado de trabalho restringe a formação do jovens a uma realidade muito imediata. “Não o coloca preparado para enfrentar uma diversidade maior de situações sociais. Lógico que espera-se que as pessoas encontrem emprego, mas o objetivo tem que ser muito maior. Tem que formar nos indivíduos a capacidade crítica em relação à essa sociedade para que possam se organizar coletivamente e promover as transformações que são necessárias”, informa. Na opinião de Duarte, muitas vezes o mercado para qual os alunos estão sendo formados é fictício. “É a idéia de que a escola de ensino médio pública é para os filhos da classe trabalhadora. Então não precisaria de uma formação com conteúdos muito elevados. Eu acredito e luto pela escola pública, mas a melhoria dela não será resultado da ação individual de professores. É coletiva”, enfatiza.

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