Polícia

Livro de especialistas sugere 3Es para reduzir mortes no trânsito

Da Redação
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Educação permanente dos motoristas e futuros motoristas, melhores condições das vias públicas e mais fiscalização formam um tripé chamado 3E’s (educação, engenharia e esforço legal), que pode reduzir o índice de mortes e acidentes e render bons resultados no futuro. Este e outros assuntos estão discutidos no livro “Segurança no Trânsito”, do engenheiro bauruense Archimedes Raia Jr., em parceria com Antônio Clóvis Pinto “Coca” Ferraz e Barbara Bezerra, lançado no final do ano passado.

Conforme Archimedes, a segurança no trânsito deve ser analisada com cautela, pois nem sempre se relaciona diretamente com o trânsito propriamente dito. “Os últimos acidentes que geraram morte no trânsito em Bauru são absolutamente anormais, e tornam o índice muito alto”, afirma, referindo-se ao caso em que três adolescentes bateram a bicicleta em que estavam num poste. Dois deles morreram e o outro teve ferimentos graves.

O engenheiro afirma que, em geral, o trânsito em Bauru não é muito complicado, pois, a infra-estrutura física não favorece a alta velocidade. “Em Bauru, não temos grandes avenidas, nem pistas que favorecem a alta velocidade. Isso torna o trânsito parado, e mais difícil o trabalho da engenharia de tráfego para conter acidentes”, explica.

Archimedes aponta que, nestes casos, o trabalho deve ser mais educativo e preventivo, para diminuir a exposição ao risco e, assim, a quantidade dos acidentes. “O poder público tem obrigação de promover a educação no trânsito. Cadê as nossas escolas de trânsito? Como o trânsito tem sido abordado nas escolas municipais?”, questiona.

Segundo o engenheiro, o trabalho de conscientização deve ter ações permanentes, pois as campanhas temporárias têm uma eficácia muito baixa, já que não se prolongam no cotidiano da população. Além disso, aponta que é preciso dar continuidade aos projetos na área do trânsito, independente da entrada ou saída de novos prefeitos e vereadores.

“As pessoas mudam a cada quatro anos, e então tudo muda. Inclusive, o conhecimento se perde. E é preciso começar lá atrás de novo. O órgão gestor não se apropria do conhecimento produzido”, critica.

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