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Darwin - evolução comprovada?


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Este é um artigo em resposta ao sr. Mathias (JC 13/02/09), e o coloco em aberto nesta coluna , pois as considerações que farei são de interesse dos leitores. Minhas colocações são fruto de anos de estudo, por ser tema de grande interesse pessoal. Em meu artigo citei ser médico apenas como uma referência, do mesmo modo que cristão e criacionista. Em momento algum quis obter do leitor credibilidade me valendo do conceito da minha profissão, se assim fosse não teria citado ser cristão e criacionista, pois, infelizmente isso é fator gerador de preconceito e discriminação por muitos “intelectuais” atualmente. Porém, devo dizer que a medicina me deu background para entender muita coisa em ciência e do mesmo modo, o cristianismo, para questões filosóficas e teológicas da vida. Assim, apesar de evolucionista no passado, pude analisar as evidências sem preconceito e optar pelo criacionismo, que ouso defender publicamente. Em meu artigo não há falácias e sim poucas das muitas evidências contrárias não só à evolução das espécies, como ao modelo evolucionista em geral (Big bang). Tais evidências são apontadas por graduados cientistas das mais conceituadas universidades do mundo, inclusive da Unicamp, onde o sr. Mathias cursa mestrado. Como exemplo cito o grupo “Dissent from Darwin” e a “ Open Letter to the Scientific Community” contrária ao Big bang e publicada no New Scientist em 2004. Isso é uma amostra de que Darwin e a evolução não são unanimidade entre os cientistas. Muitos destes cientistas não são cristãos, sendo até mesmo ateus. O meu artigo não versa sobre religião mas sim sobre ciência, apenas como disse o dr. Michael Denton, biólogo molecular; “... A conclusão pode ter implicações religiosas, mas não depende de pressuposições religiosas.” O criacionismo é um modelo tão científico quanto o evolucionismo. Ambos estudam as mesmas evidências, e desenvolvem modelos para explicar o passado e tecer considerações presentes e futuras. A diferença está nas pressuposições básicas que no caso do evolucionismo, aceita apenas processos naturais para explicar os fatos, o que leva a muitas lacunas, deficiências e controvérsias, inclusive gerando conhecidas fraudes, como em casos de fósseis dos chamados “ancestrais do homem”. O criacionismo por sua vez permite um “Designer Inteligente”, que faz deste um modelo mais completo, segundo as evidências científicas. Quanto à ausência de fósseis de transição, isto não é um absurdo sem fundamento utilizado por mim, pois, o próprio Darwin cita esta dificuldade escrevendo em A Origem das Espécies, “... e isso, talvez, seja uma das mais óbvias e graves objeções que podem ser levantadas contra a minha teoria”. A Seleção Natural é plenamente aceita pelo criacionismo. Resta porém frisar que Seleção Natural não é Evolução. A macroevolução onde uma espécie gera outra diferente e mais evoluída nunca foi observada e nem comprovada na natureza. A manipulação de espécies em laboratório, utiliza a inteligência para direcionar passos que não ocorreriam naturalmente, portanto não é exemplo de evolução e sim de criação. Por fim gostaria de dizer que minha intenção foi mostrar aos leitores que nem tudo é consenso com relação à teoria de Darwin e à evolução em geral. As evidências são sempre colocadas de modo a favorecer um ponto de vista em particular, no caso o naturalismo. Isso ocorre na mídia, escolas e universidades, porém é necessário mostrar todas as evidências, sejam pró sejam contra em qualquer área do conhecimento humano. Portanto, os evolucionistas deveriam ser mais humildes e menos arrogantes em relação ao seu modelo e menos preconceituosos em relação ao modelo criacionista, inclusive apoiando o ensino de ambos nas escolas, para que a verdade prevaleça, em vez de tentar desqualificá-lo chamando de religião.

O autor, dr. Lourenço A. Zequi, é médico em Bauru e colaborador de Opinião

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