Tribuna do Leitor

Programa de Aceleração de Candidatura - PAC


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O PAC - Programa de Aceleração de Candidatura, lançado pelo presidente Luiz Ignácio, antes de ser um conjunto de obras que visa incrementar alguns setores da economia é uma grande obra de marketing político eleitoral. O PAC, que anda meio empacado, visto que suas obras, em sua grande maioria, estão com o seu cronograma atrasado, além de usar números mirabolantes e fantasiosos, onde inclui investimentos milionários que serão feitos, como por exemplo pela Petrobras e Eletrobras, empresas de economia mista, que ocorreriam de qualquer forma.

O PAC tem até uma mãe, mas qualquer pessoa tem mãe, até orfão já teve mãe. O presidente escolheu bem sua candidata, visto que ela é totalmente dependente dele do ponto de vista eleitoral, afinal a ministra nunca disputou um pleito de envergadura e se fia apenas numa possível transferência de votos do chefe da nação. A ministra Dilma está para o presidente Lula assim como o marechal Lott esteve para Juscelino, visto que ambos foram escolhidos para perder, para que aqueles que os escolheram pudesem voltar em uma próxima eleição a ocupar o mesmo cargo que já ocuparam. Lula ainda tem um plano alternativo. Após o resultado do plebiscito ocorrido na Venezuela, ontem ele lançara balões de ensaio na mídia brasileira e dependedo da aceitação popular, algum aliado seu, certamente, irá apresentar uma proposta de emenda constitucional, para possibilitar a disputa de um terceiro mandato.

Como ele é o candidato natural do seu partido, a mãe do PAC sairá da disputa sem problemas e sem ilusões, o que já não ocorreria se ele escolhesse algum candidato que tivesse cacife eleitoral próprio, pois no minimo haveriam mágoas. O PAC - Programa de Aceleração de Candidatura - tem um grande objetivo, enganar a população com um monte de ilusão, para que o grande chefe da nação continue sua missão de nos levar para a salvação, é claro sem tirar o cetro da mão.

Pili Cardoso

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