Economia & Negócios

Servidores têm comissão de saúde

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Cobrar saúde de melhor qualidade do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) – autarquia ligada à Secretaria Estadual de Gestão Pública que tem como objetivo prestar atendimento médico aos funcionários públicos estaduais. Esse é o objetivo de um grupo de funcionários públicos ao criar a Comissão Saúde Pública de Bauru e Região.

Ainda em formação, a iniciativa quer unir o maior número de pessoas possível para reivindicar mais médicos e melhor serviço prestado pelo instituto em Bauru. Segundo o conselheiro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Edmar Oga da Silva, mensalmente 2% são descontados da folha de pagamento do funcionário estadual e destinado ao Iamspe. “Em contrapartida, o Estado deveria pagar os outros 2% de cada funcionário, mas há anos isso não acontece”, explica.

Por meio do conselho, os funcionários querem cobrar do Ministério Público uma investigação para saber onde é empregado o valor pago pelos funcionários públicos ao instituto. O professor João Queluz conta que há quase um ano espera por um atendimento com otorrinolaringologista. A consulta estava marcada para o próximo dia 11, mas na semana passada foi desmarcada sob a alegação de que a médica se descredenciou do Iamspe.

O Iasmpe informou por meio da assessoria de comunicação que está credenciando médicos em todo o Estado com o objetivo de expandir a rede e melhorar o atendimento no Interior. Um balanço parcial mostra que foram credenciados 731 médicos no Estado, o que representou um acréscimo de pelo menos 16.900 mil consultas entre novembro e janeiro.

Em Bauru estão credenciados aproximadamente 30 médicos, inclusive na especialidade de otorrinolaringologista e o Iamspe não havia recebido pedido de descredenciamento até ontem.

Segundo a assessoria de imprensa, não há lei que obrigue repasses do Governo do Estado ao Iamspe, autarquia mantida pelo desconto de 2% sobre o salário dos funcionários públicos estaduais.Independentemente disso, o governo do Estado liberou R$ 250 milhões ao instituto, em três parcelas anuais até 2010.

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