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Cirurgia de nariz visa melhorar respiração e estética do rosto

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O nariz é um dos órgãos mais visados do corpo humano. Não há maquiagem que consiga deixá-lo mais bonito. A única saída para os descontentes é aceitá-lo do jeito que é ou recorrer a uma cirurgia plástica. Muitos optam pela segunda opção. Tanto que a rinoplastia é a terceira cirurgia mais realizada no Brasil, perdendo apenas para a lipoaspiração e a cirurgia nos seios.

Mas o nariz não tem apenas uma função estética. Sua importância vai muito além disso. Seu papel principal é permitir uma respiração tranqüila e eficiente. Além de bonito, ele tem de funcionar bem. Preocupados com isso, cirurgiões plásticos passaram a trabalhar com uma técnica que, além de se preocupar com a parte estética do nariz, prioriza também a funcionalidade do órgão. E para que ele funcione bem é preciso reestruturá-lo, dar sustentação para que, passado algum tempo, o nariz não deforme, causando problemas na respiração.

“Antes, as cirurgias tiravam apenas o excesso de osso do nariz. Hoje, fazemos isso e ainda nos preocupamos com a parte respiratória”, explica o cirurgião plástico João Gabriele, um dos adeptos dessa técnica. Segundo ele, após a retirado do excesso de osso, é preciso reestruturar toda a pirâmide nasal para que o nariz continue com sua função principal, que é a respiratória.

Ele conta que o interesse por essa técnica surgiu quando ele fazia residência na clínica do renomado cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Lá, ele teve a oportunidade de ir para os Estados Unidos conhecer o trabalho do rinoplasta Jack Gunter. Desde então, foi se aperfeiçoando e, este ano, Gabriele voltou a participar de congressos com o cirurgião americano.

Ele comenta que uma das queixas mais freqüentes entre as pessoas que passaram por uma cirurgia de nariz está relacionada à parte respiratória. “”Quando a estrutura do nariz não está consistente, ela sofre mudanças com o tempo”, diz. Por isso, a importância de criar um “alicerce” na parte interna do nariz para que os efeitos da cirurgia dure por mais tempo.

Segundo Gabriele, com um pequeno corte debaixo do nariz é possível fazer todo o trabalho de correção da estrutura, aumentando ou diminuindo um ponto aqui outro ali. Por ser pequeno e em um local discreto, o corte dificilmente é notado por outras pessoas.

Aliás, a discrição é o segredo da boa cirurgia, segundo Gabriele. “A cirurgia bem feita é aquela que não aparece”, afirma. De acordo com ele, quanto mais natural ficar a aparência, melhor. “Foi-se o tempo que as pessoas faziam questão de mostrar que haviam feito cirurgia. Isso dava um ar de status. Hoje, quanto menos as pessoas notarem, melhor.”

Por mais bem-sucedida que for a cirurgia, Gabriele diz que nunca fica perfeito. “A perfeição não existe. Quem busca isso vai ficar frustrado”, avisa. “O que a gente busca é equilibrar um pouco mais a aparência, ou seja, deixar o nariz harmônico com o contorno facial da pessoa.”

Ele relata que existem pacientes que chegam no consultório querendo um nariz parecido com o de fulano ou sicrano. “Às vezes, o que o paciente quer não vai ficar bom. Não é porque determinado nariz fica bonito em uma pessoa que ficará bonito em outra”, alerta.

Segundo Gabriele, o nariz tem de ficar adequado para o tipo de rosto que a pessoa tem. “Não existe um nariz que serve para todo mundo”, destaca. Ele lembra que a cirurgia do nariz tem, entre outras funções, a de melhorar a auto-estima das pessoas. Afinal de contas, segundo ele, em maior ou menor grau, todo mundo se preocupa com a imagem.

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