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Dólar fecha a R$ 2,392, na maior cotação do ano

Folhapress
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São Paulo - A elevada aversão ao risco que dominou o ambiente de negócios da semana empurrou o dólar comercial para sua maior cotação do ano. Nas últimas operações de ontem, a moeda americana foi vendida por R$ 2,392, em alta de 1,70%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,520, com avanço de 2,02%.

Seguindo uma prática estabelecida desde pelo menos a semana passada, o Banco Central evitou intervir no mercado de câmbio nesta jornada. No final da tarde, porém, a autoridade monetária programou leilões de venda de dólares com recompra programada para os meses de maio, junho e julho. As operações estão previstas para a próxima quinta-feira.

Analistas citam duas explicações para justificar a alta das cotações nos últimos dias. Primeiro, a preocupação do mercado internacional com a solvência de grandes bancos americanos e europeus. A gravidade da situação chegou a tal ponto que o termo “estatização”, impensável até há alguns meses, tornou um termo corrente no debate entre especialistas de repercussão mundial. Nesse quadro, há a fuga dos investidores para os títulos do Tesouro americano, ainda vistos como um “porto seguro” num cenário turbulento.

Profissionais de mercado também destacam a ação de grandes agentes financeiros, que detêm contratos futuros de moeda, e que ganham com a desvalorização do real. Esses agentes financeiros aproveitariam o quadro de nervosismo generalizado para puxar as cotações da moeda americana e auferir ganhos.

O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, rebaixou as taxas projetadas para 2009. No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa projetada recuou de 12,16% ao ano para 12,14%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada foi mantida em 10,92%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista avançou de 11,34% para 11,40%.

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