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Novo governador da Paraíba demite 6 mil e quer auditoria

Folhapress
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São Paulo - O ex-senador José Maranhão (PMDB), que assumiu o governo da Paraíba na quarta-feira após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato de Cássio Cunha Lima (PSDB), já estabeleceu sua principal tarefa à frente do governo: reorganizar o Estado.

Logo no seu primeiro dia de trabalho, exonerou, por meio de decreto, servidores comissionados da administração direta e indireta. O número total de funcionários que perderam o cargo ainda não foi calculado pelo novo governo paraibano, mas, segundo assessores de Maranhão, são pelo menos 6 mil os cargos comissionados só na administração direta, embora ainda não saibam se todos estavam preenchidos.

Agora, o novo governador pretende realizar uma auditoria nas contas e nos atos administrativos aprovados no governo tucano. “Eu não estou tomando essa decisão por ter recebido alguma denúncia formal, preciso desse diagnóstico, da situação financeira e administrativa do Estado porque não houve transição, eu assumi abruptamente”, afirmou Maranhão à reportagem.

Ele reclama que, após assumir, encontrou dificuldades para ter acessos aos dados do governo, pois senhas que dão acesso aos sistemas da administração tinham sido trocadas. O site do governo que, segundo assessores, também teve a senha de acesso trocada, está fora do ar desde anteontem para que possa ser refeito.

“Dificuldades que nós estamos encontrando é exatamente a desorganização administrativa do Estado.”, afirma Maranhão.

Segundo ele, o maior problema da Paraíba está na saúde e na segurança pública, áreas em que já prevê medidas como a retomada de obras de hospitais que estão paralisadas e o reaparelhamento da Polícia Militar.

Maranhão, que ocupa a cadeira de governador pela terceira vez, afirma ainda não estar pensando em renovar seu mandato em 2010. “Não faço esse tipo de projeto. Meu projeto agora é reorganizar o Estado.”

Por meio de sua assessoria, Cunha Lima nega as acusações de que tenha dificultado o acesso aos dados do governo trocando as senhas de acesso. Segundo a assessoria do ex-governador, a exoneração dos secretários, autorizada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Arthur da Cunha Lima (PSDB), previa a permanência nos cargos até a nomeação dos novos ocupantes das pastas.

Quanto a alegação de desorganização administrativa, a assessoria do tucano afirma que a Paraíba é um dos poucos Estados da federação com equilíbrio financeiro.

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