Polícia

Mais uma criança é salva por telefone

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar do pouco tempo de experiência no Corpo de Bombeiro, a profissão já pregou uma peça em Wellington Zorzetto. Na última semana, ele atendeu ao telefonema de uma mãe aflita porque a filha, de apenas 13 dias, estava engasgada com o próprio vômito. Mais uma vez, por meio de instruções passadas pelo telefone, em menos de um minuto o bombeiro ajudou a salvar a vida de uma criança e a história teve um final feliz.

O telefonema partiu de uma residência localizada na rua Dr. João Goes Manso Sayão Netto, na Vila Industrial. No momento de apreensão, Zorzetto não perguntou o nome ou telefone da vítima. “Apesar de sermos treinados para esse tipo de atendimento, na hora eu levei um susto e não consegui pensar em outra coisa que não fosse salvar a vida dessa criança. Passeis as instruções para a mãe da menina, que repassou para o pai e eles conseguiram desengasgar o bebê. Minha preocupação era que o bebê voltasse a respirar logo, pois se ficar muito tempo sufocado, pode ter seqüelas”, conta. “Na hora, fiquei tão feliz e o pai pelo telefone me agradecia e chorava muito, que não lembrei de perguntar telefone ou nome deles”, acrescenta Zorzetto.

Bombeiro há dois anos e meio, Zorzetto afirma que a profissão já lhe deu uma lição de vida. “Salvar a vida de uma criança por telefone, isso para quem é pai e sabe do amor que se tem por um filho, não tem como explicar. É a coisa mais linda”, afirma. Antes de entrar para o Corpo de Bombeiros, Zorzetto dedicou 22 anos de sua vida à Polícia Militar (PM).

Casos como esse já foram publicados pelo JC. O mais recente aconteceu no dia 2 deste mês. O cabo Luciano Aparecido Lopes e os soldados Willian Nocerino e Walnei Donizete Gonçalves salvaram a vida de Leandro da Silva Oliveira Jr., na época com 20 dias. Ele havia se asfixiado com o leite e as primeiras orientações foram passadas por telefone, até a equipe do Corpo de Bombeiro chegar ao Parque São João, onde Leandro estava.

Em 2008, no dia 30 de outubro, o cabo do Corpo de Bombeiro Altair Nelson Correia Oro salvou a vida de um recém-nascido também por meio de orientações pelo telefone. O chamado pedia socorro a um bebê de oito dias, asfixiado com leite materno. Oro iniciou as orientações sobre as manobras de ressuscitação, que foram realizadas sobre o peito e a boca da criança pela irmã mais velha de Renata Aparecida Clementino, mãe do bebê. Foram 11 minutos de tentativas sucessivas para reanimar a criança, até que os bombeiros chegassem à casa.

Na madrugada do dia 27 de setembro, Roberta Kelly Costa, 25 anos, recebeu a ajuda do cabo Oro para salvar a vida de sua filha, Lívia, na época com sete dias. Após ser amamentada, a criança passou a vomitar. Desesperada ao ver a filha recém-nascida sem respirar, a mãe ligou para o Corpo de Bombeiros em busca de socorro. Na ocasião, cabo Oro também deu orientações à distância até que os colegas da equipe de resgate chegassem e dessem prosseguimento ao atendimento.

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