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Carnaval do Rio deve ser mais criativo


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Rio - Diferentemente dos desfiles dos últimos cinco anos, quando as escolas do Rio recorreram a enredos patrocinados para aumentar verbas e garantir apresentações luxuosas, o carnaval de 2009 assiste ao encolhimento de financiamentos. Nas apresentações de hoje, a partir de 21 horas, e de amanhã, apenas a Grande Rio tem patrocínio. Empresas francesas, organizadas pelo executivo Alexis de Vaulx, despejaram R$ 8 milhões em troca de homenagem na Sapucaí ao Ano da França no Brasil. No ritmo dos patrocínios, o carnaval carioca viu a Mangueira homenagear o frevo, num desfile bancado pela prefeitura do Recife, a Grande Rio enaltecer a história da mineração, com apoio da Vale do Rio Doce, e a Unidos de Vila Isabel cantar a latinidade, após receber US$ 1 milhão da Petróleos de Venezuela (PDVSA). Neste ano, a falta de compromisso com empresas ou prefeituras, no entanto, ajudou a soltar a criatividade. Os enredos estão mais originais. A campeã Beija-Flor, que no ano passado cantou as maravilhas de Macapaba em troca do patrocínio da prefeitura de Macapá e do governo do Amapá, neste ano escolheu um enredo sobre o banho. No quesito originalidade de enredo, o Salgueiro é campeão - Renato Lage montou todo o desfile em cima do tambor. A Unidos da Tijuca também ousa, com Uma odisseia sobre o espaço.

. “Lenda das sereias, rainha do mar” é o samba-enredo de 1976. Foi sucesso nas gravações de Clara Nunes e Marisa Monte. A Vila Isabel, uma das favoritas, chega à passarela sem alas comerciais. Todas as fantasias foram bancadas pela escola e entregues à comunidade. São pessoas que cantam o samba o tempo inteiro e dançam sem parar. Dois quesitos fundamentais para quem sonha com o título. A escola de Martinho da Vila também não faltou dinheiro para contar a história do Teatro Municipal do Rio. Outro trunfo da Vila é juntar dois profissionais de estilos diferentes: Alex de Souza, mais tradicional, e Paulo Barros, um dos mais ousados do carnaval. Na Mocidade Independente, vale a pena observar o carro do escorpião gigante no corpo de um jagunço. Logo depois, entra a Beija-Flor e aí o sambódromo deve viver um dos momentos mais emocionantes. Neguinho, puxador do samba há 33 anos, luta contra um câncer de intestino e por pouco não pôde desfilar. Ele anunciou que vai casar na avenida, antes do desfile. O abre-alas vai trazer o símbolo da escola, a cauda do pavão. Só que ela será criada ali numa coreografia com 80 componentes. Um toque de ousadia para fechar o primeiro dia de desfiles.

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Mais de 300 mil acompanharam o Cordão do Bola Preta

Rio - Pelo menos 300 mil foliões acompanharam na manhã de ontem o desfile do Cordão do Bola Preta, o bloco de Carnaval mais tradicional do Rio, que este ano comemora 90 anos de vida. De acordo com a Polícia Militar, eram esperadas entre 500 mil e 800 mil pessoas até o final da festa. A cantora Maria Rita, madrinha do bloco, e a atriz Leandra Leal, porta estandarte, eram os principais destaques no primeiro carro de som do bloco. Até um sósia do presidente americano Barack Obama, de terno e gravata num calor de pelo menos 30 graus, animava a multidão sempre agitando uma pequena bandeira dos EUA.

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