Estudar, morar e usufruir de toda infra-estrutura do câmpus da universidade. Em Bauru, 17% dos alunos matriculados nos cursos de odontologia e fonoaudiologia oferecidos pela Universidade de São Paulo (USP) têm essa oportunidade e, melhor, não pagam nada por isso. Dos 358 alunos que freqüentam a unidade em Bauru, 60 podem se beneficiar da estrutura do Conjunto Residencial Estudantil do Câmpus da USP de Bauru (Crusp).
Para isso eles têm de passar por uma criteriosa seleção socioeconômica todos os anos antes de preencher as vagas, que totalizam 36 vagas para meninas e 24 para os meninos. No total, são cinco apartamentos com 12 acomodações.
De acordo com Christine Habib, assistente social do câmpus e membro da Comissão Administrativa do Conjunto Residencial Estudantil (Cacre), a estrutura é para atender quem mais precisa. “A maior parte dos pais gostaria que seus filhos pudessem morar no local, mas a avaliação é bastante criteriosa”, explica.
Segundo ela, uma vez selecionado para morar no Crusp, o aluno poderá ficar os quatro anos que estiver em Bauru estudando. “Quando existe uma sobra de vagas, alguns alunos que não são de um nível socioeconômica tão baixo são chamados para morar no local, mas, nesses casos, todo ano ele terá de se candidatar para renovar a vaga e, se houver um aluno com condições socioenômicas inferiores, a moradia será destinada para ele.
A Cracre, presidida pelo professor doutor Carlos Ferreira dos Santos, é que dá a palavra final sobre quais alunos podem se beneficiar das moradias do conjunto.
Cada apartamento possui quatro quartos com capacidade para abrigar três pessoas, cozinha, sala e banheiros com boxes separados, além área de serviço com lavanderia e dispensa. O alojamento também disponibiliza aos alunos acesso à Internet sem fio. E o câmpus oferece restaurante com alimentação a um preço mais em conta.
Amanda Giorgetto, que cursa fonoaudiologia e veio de Areiópolis, é uma das universitárias que se beneficia das moradias. “Para gente, morar na universidade, além de ser prático, também possibilita que consigamos conviver com pessoas diferentes”, explica. Como os alunos não pagam nada para ficar no local, eles apenas ficam responsáveis pela limpeza e pelas compras pessoais.