Economia & Negócios

‘Bauru deve sentir menos a crise’, afirma especialista

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Com a economia voltada para o comércio, Bauru deve sentir menos a crise econômica mundial se comparado com o Brasil todo, afirma o economista Reinaldo Cafeo. “Vamos sentir o ciclo, provavelmente um corte no consumo, mas nada preocupante”, projeta.

Apesar disso, Cafeo aconselha os bauruenses a ficarem atentos com o cenário. Segundo o economista, os reflexos serão mais intensos nas indústrias que trabalham com a exportação, que já sentiram o impacto. “Conseqüentemente, esse setor já tem um comportamento mais preventivo. Setores de hotelaria e restaurantes também sentiram um pouco, pois as empresas que pagavam viagens e estadia para seus funcionários pisaram no freio”, conta.

Cafeo afirma que a população só sentirá a crise quando for diretamente afetado. “Os brasileiros não tem o hábito de planejar o orçamento da casa e trabalhar de forma preventiva. Só mudam de comportamento quando sentem na pele a dificuldade”, explica.

De acordo com o economista, pessoas que dependem de pensão ou aposentadoria, por exemplo, não devem mudar o comportamento diante a crise porque têm renda garantida. Já os trabalhadores que dependem da posição que exercem nas empresas ou indústrias, pode apresentar mudanças. “Acredito que a partir do segundo semestre, o quadro econômico mude e o mercado volte a crescer”, finaliza Cafeo.

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Contra a maré

A crise financeira mundial passa longe de alguns setores em Bauru. Nas academias de ginástica, por exemplo, os primeiros meses do ano seguiram a tendência de todos os anos: muito movimento. “Não sei se é porque as pessoas se programam para iniciar atividades físicas com a chegada do verão, mas não tivemos queda no movimento, muito pelo contrário, desde novembro o movimento só tem crescido”, afirma o auxiliar administrativo de uma academia do Centro da cidade, Peterson de Santi Silva.

Em outra academia localizada no Jardim Higienópolis, a situação não foi diferente. “Apesar de ser considerado uma coisa supérflua para muitos, não tivemos queda no movimento. E para garantir que a procura cresça ainda mais, investimos em promoções”, revela a administradora do local, Lisleide Avelino.

Alguns salões de beleza também andam contra a maré da crise. Em um estabelecimento no Altos da Cidade, por exemplo, o movimento foi acima da média para os meses de janeiro e fevereiro. “Isso até nos surpreendeu, pois esperávamos queda no movimento. Mas, felizmente, a crise não chegou na mulherada”, brinca a recepcionista do salão, Deisy Maria Torres do Santos.

Na Vila Cardia, nem mesmo o reajuste no preço dos serviços prestados no salão de beleza afastou as clientes. “A procura pelos nossos serviços ainda é grande. No início fiquei preocupada porque o preço do material teve reajuste de cerca de 30% e eu tive que repassar as clientes. Felizmente elas não fugiram”, finaliza a manicure Ingrid Paola da Costa.

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