Regional

Onda de demissões preocupa Botucatu

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – A cidade de Botucatu está preocupada com os efeitos da crise internacional. Além das 220 demissões na unidade da Embraer, também houve corte de empregados em setores de autopeças que atuam no município.

Em torno de 500 postos de trabalhos no setor metalúrgico teriam sido cortados na cidade nos últimos meses, cuja base é de 10 a 15 mil trabalhadores.

Os subsecretários municipais Antônio Carlos Stein (Comércio e Serviços) e Paulo Urbanavicius (Indústria) reuniram-se com o diretor regional do Ciesp de Botucatu, Moacir Fernandes para discutir o que fazer para minimizar o desemprego no município.

Entre as ações que devem ser tomadas está aproximação dos empresários locais, a diversificação dos produtos e estímulo do comércio entre eles.

O governador José Serra pediu para criar cursos de requalificação para ajudar os demitidos da Embraer.

Ele anunciou sexta-feira que acionou os secretários Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) e Guilherme Afif Domingos (Emprego e Relações do Trabalho). O Departamento de Recursos Humanos da Embraer já foi convocado para fornecer as informações de que dispõe sobre todos os demitidos.

Em Botucatu também houve 150 demissões em empresas do setor metalúrgico. O município é predominante do setor de autopeças e equipamentos aeronáuticos, seguido pelo setor de madeira, plástico e química.

No início de março será marcada uma reunião, na sede do Ciesp, com os representantes das indústrias e da prefeitura para discutir um plano emergência para conter as demissões.

Ação contra demissões

Na próxima quarta-feira, a Força Sindical e o Conlutas vão entrar com uma ação judicial no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas contra as cerca de 4.200 demissões anunciadas pela fabricante de aeronaves.

A ação vem sendo articulada com os sindicatos de metalúrgicos de São José dos Campos, Botucatu e Gavião Peixoto.

“As entidades também irão cobrar a responsabilidade social da empresa, que durante anos recorreu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com ajuda financeira de dinheiro público, e agora pratica atos antidemocráticos e ilegais, penalizando os trabalhadores”, disse a Força Sindical em comunicado.

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