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Lula pede responsabilidade no Carnaval


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São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem, durante o “Café com o Presidente’’, que os brasileiros bebam com responsabilidade e não dirijam no Carnaval. Ele disse que a fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal vai ser “mais dura’’ neste feriado prolongado.

“Não estamos querendo que as pessoas não bebam. Se quiserem beber, que bebam com responsabilidade e não dirijam. É isso que nós queremos. Que as pessoas bebam socialmente, o suficiente para se divertir e nunca para ficar violento e nunca para pegar no volante bêbado”, afirmou.

Lula lembrou que 9.600 agentes vão fiscalizar os cerca de 62 mil quilômetros de rodovias federais que cortam o país. Ao todo, 700 bafômetros farão parte do esquema - 40% a mais do que na Operação Carnaval do ano passado. A Polícia Rodoviária Federal conta ainda com 2.000 viaturas de policiamento e de resgate, seis helicópteros, 500 radares e 1.000 computadores de mão. “Estou dando esses dados para que ninguém diga que não foi avisado. Quero que todo mundo brinque o Carnaval, mas quero que todo mundo também assuma responsabilidade.”

Camisinhas

O presidente Lula estreou na Marquês de Sapucaí distribuindo camisinhas para o público, assistindo ao desfile de todas as escolas e apadrinhando informalmente a união do sambista Neguinho da Beija-Flor com Elaine Reis - embora não tenha ido até o carro de som, onde aconteceu o casamento.

De chapéu panamá, camisa azul clara florida, e calças brancas (cores da Beija-Flor), Lula chegou ao camarote do governo do Estado às 21h38 de domingo, acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, e do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e de sua mulher, Adriana Ancelmo. Só saiu às 5h15.

Tendo como anfitriões Cabral e o prefeito Eduardo Paes, Lula começou tímido e foi se animando aos poucos. Acenou para o público e integrantes das escolas, especialmente para a Mocidade Independente, cuja bateria arrancou elogios seus, e da Beija-Flor, sua escola de coração no Rio.

Não ficava muito tempo seguido à janela do camarote. Passava alguns minutos ali e outros na parte interna, acompanhado de Marisa, Cabral e de Adriana, do vice-governador Luiz Fernando Pezão e do jornalista Sérgio Cabral, pai do governador. Os ministros do Esporte, Orlando Silva, e da Saúde, José Gomes Temporão, também lhe fizeram companhia, assim como a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA).

Foi ao lado de Temporão que Lula lançou pacotes de camisinhas ao público nas frisas, logo abaixo, depois de por um deles no bolso. As camisinhas apareceram a pedido de Temporão, depois de reclamação da primeira-dama, Marisa Letícia - que vira Engov, Aspirina, Sonrisal e absorvente oferecidos no banheiro, mas cobrou a ausência de camisinhas. “Disse a ela: “Tem toda a razão!” Pedi à secretaria municipal e logo tínhamos para distribuir”, contou Temporão.

Lula acompanhava as evoluções com um sorriso discreto e, apesar de uma tala no dedão da mão esquerda, batia palmas e ensaiava uma batucada - ele já admitiu no documentário “Entreatos” a frustração por não saber batucar.

No fim da noite, mais animado, Lula bagunçou o cabelo da primeira-dama do Estado, Adriana Ancelmo, que riu, sem jeito, e logo arrumou o cabelo.

Animadíssima, a primeira-dama Marisa dançou muito no camarote - chegou até a conversar com Eduardo Paes, com quem teve desavenças no passado em razão de críticas que o atual prefeito do Roi fez a um de seus filhos. Marisa desceu quatro vezes à avenida e disse que o samba da Grande Rio era “maravilhoso”.Numa das descidas, vestindo camisa personalizada da Beija-Flor e uma flor no cabelo, atendeu com paciência e simpatia quem pediam fotos com ela.

Ao final do desfile, Lula recebeu homenagem de Neguinho da Beija-Flor, que o convidara para ser padrinho de casamento, ontem na avenida. “Alô, meu presidente Lula! Obrigado!”, disse, com uma reverência. Por recomendações da segurança, Lula não foi até o carro de som, onde ocorreu a cerimônia. Mas recebeu o casal depois do desfile no camarote.

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