Esportes

Basquete: GRSA/Itabom ‘derrapa’ contra o Araraquara

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 4 min

Numa noite chuvosa do lado de fora do ginásio da Luso, o GRSA/Itabom viu seus planos de vencer em casa rolarem por “água abaixo” e deixou a quadra derrotado pelo Lupo/Araraquara, por 72 a 80, numa partida, realizada ontem, em que, se jogasse o tempo inteiro da forma com que se comportou no último quarto, certamente, teria um desfecho mais feliz para o time e torcida da casa, reforçada pelo ala Vanderlei (ex-Bauru e em vias de retornar ao time).

Apático durante a maior parte do jogo, o time tinha dificuldades de infiltração no garrafão adversário. Sem objetividade, e paciência, na conclusão de jogadas de ataque, a equipe, em muitos momentos, se demonstrou afobada, perdendo bolas que acabaram fazendo a diferença a favor dos visitantes, que, no terceiro período, chegaram a abrir uma vantagem de 18 pontos no marcador.

A forte chuva também deu seus sinais dentro de quadra, com goteiras que deram trabalho ao “time da toalha”. Na tentativa de cobrir os pontos escorregadios, algumas toalhas foram colocadas sobre o assoalho, após o atraso de, aproximadamente, 15 minutos, para o reinicio da partida depois do intervalo, momento em que mais choveu.

Apesar do técnico Guerrinha tentar, durante todo o jogo, acender os ânimos de seus comandados, os jogadores do time bauruense continuavam apagados, e viram o time derrapar em meio a uma quadra úmida e um adversário com a pontaria calibrada, principalmente em bolas de três pontos.

No final, mesmo com a recuperação do GRSA/Itabom, que diminuiu a diferença para apenas três pontos, durante o último quarto, o time não conseguiu levar o jogo para a prorrogação. Belas jogadas do armador Larry Taylor, foram inóquas. Apelidado de “alienígena” pela equipe da rádio Bandeirantes, que fazia a transmissão do jogo, o norte-americano via seus lances se perderem junto a companheiros “fora de órbita”.

O pivô Mãozão, outro que, apesar da derrota, também se destacou pela boa capacidade de infiltrar-se na defesa adversária, principalmente no final do jogo, admitiu, ao término da partida, que o time “acordou tarde”. “Demorou para entrarmos no jogo. Se tivéssemos o ritmo do último quarto a partida toda, certamente conseguiríamos abrir vantagem”, analisa o jogador, com 10 pontos e quatro rebotes.

O destaque nas estatísticas bauruenses, mais uma vez, ficou para o norte-americano Larry Taylor, com 22 pontos, dez rebotes, além de cinco assistências. Pelos lados de Araraquara, o nome do jogo foi Bambu, com 19 pontos, 12 rebotes e quatro assistências.

Em meio a uma maratona de jogos, o GRSA/Itabom, que, após a derrota de ontem, ocupa a 11ª colocação na tabela que leva em consideração o índice de aproveitamento, recebe, na sexta-feira, o time do Vivo/Franca. Já a equipe de Araraquara encara, na mesma data, o Amigão/Andorinha/Unimed/Assis, fora de casa.

O Jogo

A partida começa equilibrada, muito brigada, com os times se revezando a frente, numa briga ponto a ponto. Em certos momentos, as disputas chegam a ficar espirradas, num espetáculo que deixa a desejar para o grande público que lotou o ginásio da Luso. Ao final do primeiro período, Alex levanta a galera ao encaixar uma bola de três pontos. O primeiro quarto termina empatado : 18 a 18.

No segundo período, a equipe começa a mostrar que não está ligada no jogo, ao tentar ‘se livrar’ da bola antes de trabalhar melhor as jogadas de ataque : “vocês estão na ‘estrada’. Não estão aqui, nem em Araraquara”, metaforiza o técnico Guerrinha, durante pedida de tempo, ao cobrar mais movimentação defesa e ataque. Em vão, o jogo chega a metade com vantagem visitante : 37 a 39.

Foi no começo do terceiro quarto que a situação desandou de vez a favor de Araraquara, que passeia. O GRSA/Itabom não consegue conter as investidas adversárias e praticamente assiste os visitantes ampliarem vantagem. Ao final do período, 48 a 66. Os 18 pontos atrás motivam afobação pelos lados bauruenses. Guerrinha pede mais qualidade, sem que o time deixe tudo para Larry resolver.

Mas a tardia reação veio, justamente, com belas jogadas do armador, além do ímpeto de Mãozão. Num dos melhores lances do jogo, o norte-americano se jogou ao solo, ainda na defesa, para recuperar uma bola praticamente perdida. Ele levanta, segue, finta os adversários e converte na bandeja. Em seguida, novamente Larru, de três, e a vantagem de Araraquara cai para apenas três pontos (70 a 73).

Quando o jogo caminhava para uma possível prorrogação, com a torcida inflamada nas arquibancadas, a equipe novamente dá bobeira, e concede contra-golpes para Araraquara, que fecha o jogo em 72 a 80, mostrando que, definitivamente, não era a noite da equipe bauruense.

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