São Paulo - A Prefeitura de São Paulo diz que a estrutura de concreto que se rompeu no parque da Aclimação e sugou os 78 milhões de litros d’água do lago passa por vistorias eventuais e que não havia motivos para reformá-la.
“Toda vez que, por alguma razão, caía um galho, alguém entrava lá para tirar. Nunca ninguém percebeu uma fissura ou problema na estrutura”, disse ontem o chefe-de-gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Hélio Neves.
Apesar de “nunca ninguém” ter notado nada de anormal, o desgaste do material é, segundo o próprio prefeito Gilberto Kassab (DEM), uma das hipóteses para explicar o acidente.
“Pode não ser a chuva, pode ser o tempo de vida útil do equipamento, que chegou ao fim”, afirmou Kassab, que esteve pela manhã de ontem no local.
O equipamento em questão é o vertedouro, que controla o nível da água e impede que o lago transborde. Com a chuva forte, a base de concreto desse vertedouro, construído ao redor de quatro pilastras, cedeu.
Desde pelo menos 1939, quando o parque da zona sul passou a ser administrado pela prefeitura, essa estrutura não passa por reformas, segundo a secretaria do Verde.
“Não havia motivo para trocar o vertedouro. Ninguém nunca apontou necessidade de trocá-lo, nunca foi percebido como algo necessário”, declarou o chefe-de-gabinete. Ele, no entanto, não soube informar quando foi feita a última vistoria nem quem a fez.
Segundo a prefeitura, o lago deve estar em situação normal num prazo de seis semanas.